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Prefeitura de Louisville, nos EUA, vai pagar US$ 12 milhões à família de Breonna Taylor, jovem negra morta por policiais

Breonna morreu em março depois que a polícia arrombou o apartamento onde ela morava para uma operação de busca em que nada foi encontrado. Autoridades de Louisville também terão de fazer uma reforma nas forças locais de segurança.

 
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A família de Breonna Taylor, mulher negra morta por policiais em março, vai receber US$ 12 milhões da prefeitura de Louisville, cidade no estado americano de Kentucky onde a jovem de 26 anos vivia. Além disso, as autoridades locais vão fazer uma reforma na polícia, anunciou o prefeito Greg Fischer nesta terça-feira (15).

O pagamento milionário faz parte de um acordo entre as autoridades locais e a mãe de Breonna, Tamika Palmer, que processou os policiais envolvidos na morte da filha. De acordo com a agência Associated Press, é a maior indenização paga na história da cidade após um erro em ação policial.

Além disso, a polícia precisará investir em reformas na corporação para evitar que novas ações terminem em morte.

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De acordo com a mãe, a polícia obteve uma ordem para entrar, sem aviso, no apartamento onde Breonna e o namorado, Kenneth Walker, moravam para fazer uma operação de busca de drogas. Assustado e pensando se tratar de uma invasão de criminosos, o homem atirou nos três policiais, que revidaram e balearam a jovem.

Nenhum entorpecente foi encontrado no local. A arma usada pelo namorado de Walker estava em situação regular. Segundo ele, a polícia não chamou os serviços de emergência após balear Breonna.

Protestos contra o racismo

Jogadores e comissões técnicas de Utah Jazz e New Orleans Pelicans se ajoelham antes de reabertura da NBA — Foto: Utah Jazz x New Orleans Pelicans black lives matter — Foto: Ashley Landis/Pool Photo

A morte de Breonna Taylor gerou protestos em Louisville, que logo se espalharam pelos Estados Unidos principalmente depois da morte de George Floyd em maio. Manifestações antirracismo continuam pelo país, ainda que em menor número, e chegaram a envolver boicotes de equipes esportivas.

No domingo (13), após vencer o GP da Toscana de Fórmula 1, o piloto inglês Lewis Hamilton vestiu uma camisa que pedia prisão para os policiais que mataram Breonna Taylor. "Não vamos ficar em silêncio", disse.

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