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Israel chega a acordo para normalizar relações com Emirados Árabes e suspende anexação de áreas na Cisjordânia

O presidente dos EUA, Donald Trump, ajudou a intermediar. Benjamin Netanyahu, premiê de Israel, disse no entanto que a anexação de territórios continua em estudo.

 
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Israel e Emirados Árabes Unidos chegaram a um acordo nesta quinta-feira (13) que levará a uma normalização total das relações diplomáticas entre as duas nações do Oriente Médio após uma negociação que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ajudou a intermediar.

Sob o acordo, Israel concorda em suspender a aplicação da declaração de soberania a áreas da Cisjordânia que vinha discutindo anexar, disseram altos funcionários da Casa Branca à agência Reuters.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou que esse é um dia histórico para o seu país. Em discurso na tarde desta quinta, porém, ele disse que o tema da anexação das terras na Cisjordânia "continua na mesa".

Israel e Emirados Árabes Unidos firmam acordo de paz

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"Disseram-me que é impossível trazer paz aos países árabes se não renunciarmos aos territórios. Eu provei o contrário. Assim como trouxe paz, também trarei soberania", reforçou o premiê israelense.

Em imagem de setembro de 2019, primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, mostra áreas da Cisjordânia que pretendia incorporar ao controle israelense. Região percorre a fronteira com a Jordânia — Foto: Amir Cohen/Reuters

EUA deixam de condenar os assentamentos de Israel na Cisjordânia

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Longas discussões

O acordo foi o produto de longas discussões entre Israel, Emirados Árabes Unidos e os Estados Unidos, que se aceleraram recentemente, disseram autoridades da Casa Branca.

“Grande avanço hoje! Acordo de paz histórico entre nossos dois GRANDES amigos, Israel e os Emirados Árabes Unidos ”, escreveu Trump no Twitter.

A negociação foi selada em um telefonema na quinta-feira (13) entre Trump, o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu e o xeque Mohammed Bin Zayed, príncipe herdeiro de Abu Dhabi.

As autoridades americanas descreveram a normalização de relações, que será conhecida como Acordos de Abraham, como o primeiro de seu tipo desde que Israel e Jordânia assinaram um tratado de paz em 1994. Ele também dá a Trump um sucesso de política externa enquanto busca a reeleição em 3 de novembro.

Funcionários da Casa Branca disseram que o conselheiro sênior de Trump, Jared Kushner, o embaixador dos EUA em Israel David Friedman e o enviado para o Oriente Médio Avi Berkowitz estiveram envolvidos nas negociações, assim como o secretário de Estado Mike Pompeo e o conselheiro de segurança nacional da Casa Branca Robert O'Brien.

Um comunicado conjunto emitido pelas três nações disse que os três líderes "concordaram com a normalização total das relações entre Israel e os Emirados Árabes Unidos".

"Este histórico passo diplomático avançará a paz na região do Oriente Médio e é um testemunho da ousada diplomacia e visão dos três líderes e da coragem dos Emirados Árabes Unidos e de Israel para traçar um novo caminho que desbloqueará o grande potencial na região ", disse o comunicado.

Próximos passos

Delegações de Israel e dos Emirados Árabes Unidos se reúnem nas próximas semanas para assinar acordos bilaterais sobre investimentos, turismo, voos diretos, segurança, telecomunicações e outros assuntos, segundo o comunicado.

Os dois países devem trocar em breve embaixadores e embaixadas.

O comunicado afirma que, "como resultado deste avanço diplomático e a pedido do presidente Trump com o apoio dos Emirados Árabes Unidos, Israel suspenderá a declaração de soberania" sobre áreas da Cisjordânia que foram previstas no plano de paz dos EUA divulgado por Trump em janeiro.

"Israel, no futuro próximo, estará focado em construir esse relacionamento e em buscar todas as vantagens que podem advir de ter esse novo relacionamento com este país, e também quebramos o gelo para fazer mais normalizações e acordos de paz com outros atores regionais também, "um funcionário da Casa Branca disse à Reuters.

Palestinos rezam no complexo da mesquita Al-Aqsa, em Jerusalém, na primeira sexta-feira do mês sagrado do Ramadan, em imagem de 2018 — Foto: Ahmad Gharabli/AFP

O acordo prevê dar aos muçulmanos maior acesso à mesquita de Al-Aqsa na Cidade Velha de Jerusalém, permitindo que voem de Abu Dhabi para Tel Aviv, disseram autoridades da Casa Branca.

O comunicado conjunto afirma que os Emirados Árabes Unidos e Israel irão expandir e acelerar imediatamente a cooperação em relação ao tratamento e ao desenvolvimento de uma vacina para o novo coronavírus em meio à pandemia.

Reação palestina

O presidente Mahmoud Abbas convocou uma "reunião de emergência" da liderança palestina na quinta-feira para avaliar o acordo entre Israel e os Emirados Árabes Unidos, informou a agência de notícias oficial Wafa.

Após esse encontro, segundo a Wafa, os líderes palestinos farão um anúncio sobre o acordo, que já foi condenado pelo movimento islâmico palestino Hamas, que governa a Faixa de Gaza. A sede da Autoridade Palestina, presidida pela Abbas, fica em Ramallah, na Cisjordânia.

 

 

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