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Lukashenko lidera eleição em Belarus, diz boca de urna; país tem protesto após votação

Levantamento mostra Lukashenko com 79,7% dos votos na eleição deste domingo 9 . Svetlana Tijanóvskaya, candidata da oposição, recebeu 6,8% dos votos. Na capital Minsk, 10 pessoas foram detidas.

 
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O presidente da Belarus, Alexandre Lukashenko, obteve 79,7% dos votos na eleição presidencial realizada neste domingo (9), de acordo com uma sondagem oficial de boca de urna, e deve ser reeleito. A candidata da oposição, Svetlana Tijanovskaya, recebeu 6,8% dos votos.

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Depois de encerrada a votação, a polícia do país reprimiu protestos contra Lukashenko. Ao longo do dia, o clima já era de tensão na capital Minsk.

Policial arrasta um homem durante confronto, em Minsk, Belarus — Foto: Dmitry Brushko/Tut.By via Reuters

De acordo com a agência Reuters, 10 pessoas foram detidas em Minsk. Os manifestantes aplaudiram e acionaram as buzinas de seus carros em solidariedade à oposição. As imprensas russa e bielorrussa registraram o uso de bombas sonoras e canhões de água pela polícia.

Mais tarde, a polícia garantiu "ter o controle da situação", segundo informou a agência estatal Belta, citando o Ministério do Interior.

"Ninguém vai permitir a perda de controle", prometeu o presidente Lukashenko depois de depositar sua cédula na urna, afirmando que "não havia razão" para o país "mergulhar no caos".

Em Minsk, manifestantes se reúnem após a eleição presidencial de Belarus — Foto: Sergei Grits/AP

Nos últimos dias, o governo Lukashenko aumentou os esforços para impedir o avanço de Tijanovskaya. Lukashenko governa o país desde 1994, mas tem enfrentado uma onda de irritação pela forma com que tem lidado com a pandemia do coronavírus, pela situação econômica do país e pelo seu histórico de direitos humanos.

Manifestantes correm pela fumaça durante protesto após a eleição presidencial de Belarus, em Minsk — Foto: Sergei Grits/AP

Tijanovskaya conseguiu atrair multidões durante seus comícios, em um país onde a oposição historicamente não consegue se firmar. Muitos eleitores foram às urnas usando um bracelete branco, um símbolo de reconhecimento a pedido da candidata.

"Considero que vencemos, porque conseguimos superar nosso medo", declarou Tijanovskaya, que nos últimos dias denunciou "fraudes eleitorais" orquestradas pelo governo, que não convidou observadores internacionais pela primeira vez desde 2001.

Crítica dos observadores

Observadores estrangeiros não consideram as eleições em Belarus livres e justas desde 1995, e Lukashenko alertou os manifestantes a não tomarem as ruas após a votação.

Desde o final de julho o governo bielorrusso denuncia um suposto complô de opositores e mercenários russos para destruir o país.

 

 

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