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Pelo menos 23 corpos são encontrados em cova clandestina no México

Sepultura foi encontrada em um prédio localizado entre duas casas, a apenas três quarteirões do endereço da polícia municipal de El Salto, periferia da capital de Jalisco. Três vítimas já foram identificadas.

 

Os corpos de pelo menos 23 pessoas foram encontrados em uma cova clandestina perto de uma base policial nos arredores da cidade de Guadalajara, no México, informou a promotoria da região nesta sexta-feira (17).

"Os agentes que trabalhavam no local encontraram 23 corpos, além de quatro malas com diferentes indícios e três dos corpos já foram identificados", disse a promotoria estadual de Jalisco em comunicado.

O texto informou ainda que a fossa foi descoberta na segunda-feira.

A promotoria acrescentou que familiares das três pessoas identificadas já foram notificados da descoberta.

A sepultura foi encontrada em um prédio localizado entre duas casas, a apenas três quarteirões do endereço da polícia municipal de El Salto, periferia da capital de Jalisco.

"Fica entre duas casas, duas casas habitadas. É o que eu me pergunto, por que ela não foi denunciado?", disse à AFP Guadalupe Aguilar, coordenadora do coletivo FUNDEJ, que busca pessoas desaparecidas, que acompanhou as escavações.

A investigação permitiu obter provas de que crimes "relacionados ao desaparecimento de pessoas" foram cometidos no local, de acordo com o comunicado da instituição.

Em 2 de julho, a promotoria concluiu o trabalho em outro túmulo no município de Tlajomulco, também na periferia, onde encontraram 86 sacos com restos mortais.

Há 10 dias, as autoridades locais retomaram as escavações em outra fossa na mesma região, onde desde janeiro já foram encontrados 500 sacos com restos humanos correspondentes a pelo menos 48 pessoas.

Os trabalhos nesta cova foram suspensos em março devido à pandemia de Covid-19.

Com 487 cadáveres exumados, Jalisco é o estado com o maior número de corpos localizados em sepulturas clandestinas desde que o atual governo mexicano assumiu o poder em dezembro de 2018, de acordo com um relatório da Comissão Nacional de Busca de Pessoas apresentado nesta semana.

A escalada da violência criminal no estado está ligada principalmente às disputas do sangrento cartel de traficantes de drogas Jalisco Nueva Generación, tanto internas quanto com organizações rivais.

O governo mexicano informou na segunda-feira que 73.201 pessoas desapareceram no país, a maioria delas, depois de uma ofensiva militar antidrogas iniciada no final de 2006.

Até essa data, 6.625 corpos foram encontrados em sepulturas clandestinas.

 

 

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