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Professores paranaenses criam cartilha para que alunos se sintam menos entediados durante aulas virtuais

Instrutores do SENAI elaboraram passo para tornar rotina escolar mais interessante; iniciativa foi campeã nacional do Grand Prix de Inovação

 
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ÁUDIOTEXTO PARA RÁDIOMuitos brasileiros ainda estão se adaptando ao isolamento social, medida apontada pela comunidade científica como forma de frear a disseminação do novo coronavírus. É o caso de alunos do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI), que tiveram que lidar com a falta de convívio social na escola migrando para a aprendizagem virtual no estado. Para tentar diminuir essa distância e deixar as aulas mais interessantes, dois professores do curso técnico em Informática desenvolveram uma cartilha intitulada “Ada – distância sim, sozinhos nunca.”
 
A iniciativa rendeu aos professores Kleber Lopes Petry e Emerson Amaral o primeiro lugar no Grand Prix de Inovação, desafio lançado pelo SENAI em março para promover a criatividade por meio de soluções educacionais para o período de pandemia. A analista de Educação da Federação das Indústrias do Paraná (FIEP), Elaine Cristina de Andrade, lembra que as aulas on-line já são um “grande passo” em termos de ensino.
 
“Considero um avanço e acredito que essa metodologia deverá permanecer e complementar a aprendizagem mesmo após o isolamento social. Muitos alunos e professores, que tinham dificuldade no início com aulas a distância, tiveram que se moldar e reconhecer as habilidades, serem mais criativos para colocar em prática a sala de aula virtual”, afirma a especialista.
 
Elaine reforça que as unidades paranaenses do SENAI já lidam há alguns anos com educação a distância em um formato para desenvolver as competências dos estudantes. “Os cursos e ações educativas da rede ocorrem, em sua maioria, por meio da internet. Chamamos esse formato de ‘presencial conectado’, em que professores do SENAI transmitem conhecimento para alunos matriculados em um determinado curso em todo o estado, mantendo a qualidade, o contato e aprimorando a questão social da sala de aula”, conta. 
 
Projeto vencedor 

Pelo Grand Prix, a dupla de docentes decidiu homenagear a matemática Ada Lovelace, primeira programadora da história e criadora do primeiro algoritmo para ser processado por uma máquina. A cartilha traz orientações de ferramentas, critérios de gratificação por pontos e avaliação.
 
“Sair do convívio social para a sala de aula virtual é um grande desafio. Sabendo que a internet tem muitas ferramentas boas e gratuitas, os professores definiram quais eram as ideias e como adaptá-las para o ambiente educacional no formato a distância, sempre de forma atrativa e muito desafiadora, que é o que empolga os alunos a resolverem os problemas”, resume Elaine.
 
A ideia foi tão elogiada que muitos professores de cidades como Maringá estão aderindo à cartilha, que envolve facilidade em encontrar as informações na plataforma de ensino, ferramentas mais acessíveis, respostas rápidas, feedback e aulas mais curtas e dinâmicas.
 
A analista da FIEP aproveita para dar algumas dicas para perseverar nas aulas virtuais. Ela reconhece a dificuldade para docentes e alunos nesse período, mas acredita que é possível manter a rotina escolar seguindo alguns passos.
 
“A primeira dica é a organização, é preciso criar uma agenda, um bom planejamento para não se perder nas aulas e seguir estudando. A segunda dica é ter paciência, pois muitas escolas ainda não estavam moldadas nesse formato EAD. Outra dica é que os alunos não tenham receio de pedir ajuda e aproveitem o momento de crise para não deixar que as coisas fiquem como estão e participem de desafios”, aconselha.
 

 

 

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