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MPF convoca reunião de emergência para tratar do retorno de colombianos acampados no aeroporto de Guarulhos

Cerca de 180 pessoas estão no local pedindo um voo humanitário de repatriação. Consulado da Colômbia afirma que não pode oferecer volta gratuita aos cidadãos.

 

O Ministério Público Federal em São Paulo (MPF-SP) convocou para quarta-feira (27) uma reunião de emergência para tentar resolver o impasse que envolve cerca de 180 colombianos que estão acampados no aeroporto de Guarulhos, na Grande São Paulo.

Segundo o procurador Guilherme Rocha Göpfert, o objetivo é tentar achar uma solução diplomática para garantir a volta dos colombianos ao país de origem.

“Existe uma limitação do estado brasileiro: ele não pode obrigar outro estado a fazer alguma coisa. Então, nosso objetivo é reunir todos os envolvidos para encontrar uma solução rápida, pois são pessoas que estão em vulnerabilidade social em meio a uma pandemia”, diz.

Foram convocados para a reunião virtual o embaixador da Colômbia no Brasil, o cônsul colombiano em São Paulo e representantes do Ministério das Relações Exteriores, da Prefeitura de Guarulhos, da Delegacia Especializada de Polícia Federal do aeroporto e da GRU Airport, empresa responsável pela concessão do local.

O SP1 de sexta-feira (22) mostrou que a maioria dos 180 colombianos que estão acampados em Guarulhos é composta por trabalhadores que perderam o emprego no Brasil por causa da crise causada pelo novo coronavírus (veja no vídeo acima).

São homens, mulheres, crianças e até idosos que estão acampados há cerca de 15 dias tentando voltar para a Colômbia. O que está impedindo a volta é que esses cidadãos precisam pagar pela viagem.

“O Consulado da Colômbia está pedindo para nós entre US$ 420 e US$ 460 por pessoa, e a gente não tem condições de pagar”, explica a estudante de enfermagem Paola Bittencourt, que é uma das acampadas.

A taxa que está sendo cobrada pelo governo colombiano será utilizada para custear o voo para Bogotá e para o cumprimento da quarentena no retorno ao país, onde todos teriam que passar 14 dias em um hotel.

No total, somando voo e despesas com acomodação, daria pouco mais de R$ 3 mil por pessoa. O grupo também tentou voltar ao país de ônibus, mas o pedido foi negado.

O que dizem os envolvidos

O Consulado da Colômbia em São Paulo diz em nota que, pela legislação atual do país, não é possível garantir a volta dos colombianos sem custos.

“Fomos informados de que um novo grupo de compatriotas estava no aeroporto de Guarulhos, São Paulo, solicitando o retorno ao país por voo humanitário, sem nenhum custo. Conforme explicado nesta declaração, sob os regulamentos atuais, essa solicitação não é possível.”

O consulado afirma ainda que foram oferecidas alternativas, como a transferência deles para abrigos municipais de São Paulo e Guarulhos, que foram recusadas pelo acampados.

“Da mesma forma, foi explicado a eles que não há certeza de um novo voo de volta à Colômbia nos próximos dias e que o processo seria o mesmo com eles no aeroporto ou em qualquer outro local, de acordo com as disposições sobre imigração (que trata sobre o pagamento das despesas).”

Por fim, o Consulado da Colômbia disse que segue acompanhando o caso e que busca organizar mais um voo de volta ao país – já foram 3 missões de retorno realizadas no Brasil.

Grupo de colombianos acampa no Aeroporto Internacional de São Paulo

Grupo de colombianos acampa no Aeroporto Internacional de São Paulo

A Prefeitura de Guarulhos afirma que está em contato direto com a GRU Airpot e que está tentando buscar uma solução para a repatriação dos colombianos.

Diz ainda que agentes da Secretaria de Desenvolvimento Assistencial foram até o local dar orientações aos acampados e oferecer acolhimento, o que foi recusado por eles.

A GRU Airport afirma que acompanha a situação e já efetuou os devidos contatos com as autoridades e o Consulado da Colômbia.

 

 

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