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Defensor do isolamento deixa assessoria do governo do Reino Unido após receber visita de mulher em casa

Suposta amante do cientista visitou sua casa em Londres em duas oportunidades durante o confinamento.

 
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Um importante epidemiologista que assessora o governo do Reino Unido no combate à pandemia provocada pelo novo coronavírus renunciou depois de admitir que quebrou as regras do país sobre distanciamento social.

O professor Neil Ferguson, que atuava no Grupo Científico de Assessoria para Emergências, decidiu se afastar após o jornal “Daily Telegraph” informar que sua suposta amante visitou sua casa em Londres em duas oportunidades durante o confinamento.

"Eu aceito que cometi um erro de julgamento e tomei o curso de ação equivocado. Lamento profundamente qualquer ato que tenha minado as mensagens claras sobre a contínua necessidade de distanciamento social para controlar esta epidemia devastadora", afirmou.

"Eu agi com crença de que estava imune, depois de testar positivo para o coronavírus e me isolar completamente por quase duas semanas após o desenvolvimento dos sintomas", disse o professor.

O cientista afirmou ainda que "a orientação do governo é inequívoca e foi anunciada para proteger a todos".

De acordo com o “Telegraph”, a mulher vive com o marido e os filhos em outra região de Londres.

Regras rígidas

O Reino Unido, segundo país mais afetado do planeta depois dos Estados Unidos e com mais de 32 mil mortes por coronavírus, impôs no fim de março ordens estritas para que as pessoas permanecessem em casa.

O governo intensificou a resposta à crise depois que um estudo coordenado por Ferguson e seus colegas no Imperial College de Londres alertou que as infecções e mortes por Covid-19 registrariam uma alta expressiva sem uma ação drástica.

O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, que retomou as atividades depois de ser hospitalizado pela doença, ordenou um confinamento inicial de três semanas em 23 de março.

De acordo com as medidas, as lojas e serviços "não essenciais" foram fechados e os moradores receberam a orientação para não sair de casa, exceto para fazer exercícios e comprar produtos essenciais.

A polícia recebeu poderes para multar as pessoas que não respeitam as regras. O confinamento foi prorrogado por mais três semanas em meados de abril.

A imprensa informou que Johnson deve anunciar nos próximos dias a flexibilização das medidas rígidas.

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