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Agência reguladora dos EUA retira orientações sobre uso de remédios contra malária para Covid-19 de seu site

Página do Centro de Controle de Doenças americano tinha orientações sobre como prescrever os medicamentos para a Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus. Uso das substâncias foi defendido por Trump, mas sua eficácia não tem comprovação científ

 
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O Centro de Prevenção e Controle de Doenças dos Estados Unidos (CDC, na sigla em inglês) removeu de seu site, na terça-feira (7), orientações para médicos sobre como prescrever medicamentos contra a malária para a Covid-19, informou a agência de notícias Reuters.

Na opinião do presidente americano, Donald Trump, os remédios deveriam ser disponibilizados para o tratamento da Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus. As evidências científicas disponíveis hoje, entretanto, não comprovam a eficácia das drogas para a infecção.

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O CDC retirou as orientações três dias depois de a Reuters informar que elas haviam sido publicadas no site do órgão. Nesta quarta (8), conforme verificado pelo G1, o site do CDC informava que os remédios "são drogas de prescrição oral usadas no tratamento de malária e de certas condições inflamatórias", e que estão "sob investigação em testes clínicos" para uso no tratamento de casos leves, moderados ou graves de Covid-19.

Segundo a Reuters, as informações anteriores eram sobre dosagem dos remédios para a Covid-19 e eram baseadas em relatos sem autoria, em vez de orientações revisadas por cientistas.

Essas orientações, segundo a agência de notícias, foram elaboradas depois que Trump pressionou, pessoalmente, autoridades reguladoras e de Saúde para tornar os medicamentos mais amplamente disponíveis para o tratamento do novo coronavírus.

Inicialmente, a página do CDC, intitulada "Informações para Clínicos sobre Opções Terapêuticas para Pacientes com a Covid-19", dizia: "Embora a dosagem e duração ideais da hidroxicloroquina no tratamento para a Covid-19 sejam desconhecidas, alguns clínicos dos EUA têm reportado" sobre as maneiras de prescrever o medicamento para a infecção.

Especialistas da área médica disseram à Reuters que estavam surpresos com a linguagem utilizada no comunicado. "Por que o CDC publicaria relatos?", questionou a reitora da Escola de Saúde Pública da Universidade George Washington, Lynn Goldman. "Isso não faz sentido. É muito incomum."

Médicos e outros especialistas da área de saúde haviam criticado as orientações, dizendo que elas sugeriam que médicos poderiam prescrever os medicamentos mesmo que não ainda não seja claro se eles são eficazes ou prejudiciais.

Agora, o site do CDC alerta que "não há drogas ou outros tratamentos aprovados pela Administração de Alimentos e Medicamentos (FDA, na sigla em inglês) para prevenir ou tratar a Covid-19."

Jeffrey Flier, ex-reitor da Faculdade de Medicina de Harvard que também havia criticado as orientações originais, descreveu a nova versão como uma "melhora substancial".

"Constata os fatos sem, de fato, recomendar a médicos que prescrevam as drogas apesar da falta de evidências adequadas", avaliou.

O CDC não respondeu imediatamente a perguntas enviadas pela Reuters sobre a remoção das orientações originais. Em nota, o órgão havia dito à Reuters que teria elaborado as orientações para médicos a pedidos de uma força-tarefa para o coronavírus, que havia exigido ação imediata.

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