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Papel da Huawei no 5G do Brasil será definido por chefe de gabinete de segurança, diz Anatel

Qualquer decisão sobre riscos de segurança do uso da tecnologia chinesa será tomada pelo general Augusto Heleno. Brasil vive saia-justa com EUA e China por causa da empresa.

 

O presidente da Anatel disse que qualquer decisão sobre os riscos de segurança do uso da tecnologia chinesa para a frequência de banda para redes 5G será tomada pelo ministro chefe do gabinete de Segurança Institucional (GSI), general Augusto Heleno.

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Leonardo de Morais disse à Reuters que o leilão do 5G, que ele agora espera que ocorra em novembro ou dezembro, está focado nas operadoras de serviços que adquirem o direito de usar determinadas frequências e não o hardware que empregarão.

"Não vamos misturar as coisas", disse ele, em entrevista na última segunda-feira (17).

As preocupações de segurança cibernética para a tecnologia 5G extrapolam as questões das redes de telecomunicações, com aplicações que variam do setor financeiro à agricultura.

A competência para tratar desse tema é do escritório do general Heleno, disse Morais.

A Anatel aprovou as regras para o leilão publicado pelo governo na semana passada e abriu uma consulta pública. Se confirmado, será o maior leilão de espectro 5G do mundo.

A Huawei, líder mundial no 5G, deseja vender componentes para operadoras de telecomunicações no Brasil, preparando-se para construir uma infraestrutura de alta velocidade.

Espera-se que a Huawei desempenhe um grande papel na implantação de redes 5G na América Latina, apesar dos esforços dos EUA para impedir esse movimento. A empresa alertou que o Brasil pode se tornar menos competitivo se o leilão for adiado.

Mas ainda não está claro se o presidente Jair Bolsonaro, aliado do presidente dos EUA, Donald Trump, seguirá o exemplo norte-americano e banirá a tecnologia da Huawei no Brasil devido a preocupações com a alegada espionagem da China.

Eduardo Bolsonaro, filho do presidente, alertou na semana passada contra o envolvimento da Huawei na construção da rede 5G, dizendo ao jornal O Globo que isso poderá afetar a cooperação militar entre Brasil e Estados Unidos.

Ele disse que os EUA não confiarão mais no Brasil se houver interferência da China devido à suposta inteligência que a tecnologia Huawei poderá fornecer.

Mas nem todo mundo no governo Bolsonaro pensa assim.

O vice-presidente, Hamilton Mourão, disse no ano passado que não há motivos para interromper os investimentos da Huawei no Brasil. Em maio, em uma visita à China, ele se encontrou com o presidente-executivo da Huawei, Ren Zhengfei.

As operadoras brasileiras pressionam pela livre escolha de fornecedores, dizendo que mais opções garantirão a melhor qualidade da rede 5G resultante. Suas redes atuais usam uma combinação de hardwares da Huawei e suas rivais Nokia e Ericsson.

Em comunicado, a Huawei disse que "continua acompanhando as discussões sobre a implementação da rede 5G no Brasil". A empresa afirmou estar presente no Brasil há 21 anos e está pronta para ampliar sua parceria com operadoras locais.

 

 

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