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Boxes construídos pela Prefeitura são derrubados após embargo do Iphan

Segundo o instituto, a estrutura para remanejamento dos feirantes, que está sendo construída na área do estacionamento, não constava inicialmente no projeto e deveria ser de madeira.

 

Nesta quinta-feira (13), começou o trabalho de demolição dos boxes construídos em alvenaria no estacionamento do Ver-o-Peso. Cartão-postal de Belém e maior mercado ao ar livre da América Latina.

O local será usado para remanejar os trabalhadores durante a reforma da feira, mas a construção dos boxes foi embargada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) esta semana porque o projeto previa que as estruturas provisórias fossem feitas em madeira.

A revitalização da feira do Ver-o-Peso vai custar aos cofres públicos quase R$ 5 milhões e, de acordo com a Prefeitura de Belém, 1% desse valor, ou seja cerca de R$ 50 mil estavam destinados à construção dos boxes que agora viraram escombros. Ainda segundo a Prefeitura, esse valor será arcado pela empresa responsável pela obra sem custos adicionais ao município.

Mais de 1.200 feirantes dependem da economia gerada no espaço e precisam enfrentar os problemas diariamente. Eles dizem que continuam sem resoluções de problemas do complexo e se mostram indignados com a estrutura do espaço, cada vez mais precária, segundo os trabalhadores. O local acumula sujeira, lonas rasgadas, fiações elétricas expostas e piso deteriorado.

Embargo

O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) embargou construções de barracas em alvenaria no Complexo do Ver-o-Peso. Segundo o instituto, a estrutura para remanejamento dos feirantes, que está sendo construída na área do estacionamento, não constava inicialmente no projeto e deveria ser de madeira.

Em julho de 2019, a reforma no complexo foi anunciada, com investimento de R$ 4.941.570,25. No entanto, para que as obras fossem iniciadas, os feirantes precisariam ser remanejados. O espaço definido foi a área do estacionamento, onde segundo o projeto, seria construído boxes provisórios de madeira.

Segundo o Iphan, para realizar a mudança de material os órgãos de patrimônio precisam ser consultados. "Não estava prevista instalação nova em alvenaria, o que estava previsto era um barracão temporário em madeira, o que caracteriza intervenção reversível, diferente de uma intervenção em alvenaria", disse a superintendente do Iphan, Rebeca Ferreira.

De acordo com a Prefeitura de Belém, no projeto inicial constava a construção de estrutura de madeira, mas o município resolveu alterar o material utilizado por questões higiênicas. "A concepção original era que aquele material seria de madeira, mas o que se estabeleceu por conta de higiene segurança... A gestão municipal determinou que seria de alvenaria", afirmou o presidente da Fundação Cultural do Município de Belém, Fábio Atanásio.

Esta não é a primeira vez que a espera pela obra de revitalização chama atenção dos feirantes e de órgãos de fiscalização. Em 2016, no aniversário de 400 anos da cidade, a Prefeitura anunciou um projeto de revitalização geral do complexo, mas a obra não foi autorizada pelo Iphan, que emitiu lista com série de adequações. "Foi uma obra sem planejamento, sem consultar as partes", disse o comerciante Douglas Freitas.

 

 

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