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Casos de automutilação em Santarém preocupam comunidade escolar

Câmara de Vereadores aprovou um Projeto de Lei que cria a Semana de Conscientização, Prevenção e Combate à Automutilação.

 
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Um problema sério, porém, ainda pouco discutido em Santarém, oeste do Pará, tem preocupado a comunidade escolar: a automutilação. Em 2019, somente no turno da tarde de uma escola estadual da cidade, foram registrados cinco casos.

De acordo com a diretora da escola José de Alencar, cinco alunos foram identificados praticando a automutilação. Os casos foram acompanhados pela direção do educandário que percebeu que os estudantes, muitas vezes faziam isso para extravasar a raiva por problemas alheios à vida escolar, como brigas familiares.

De acordo com a psicóloga Alana Farias, a automutilação se trata de uma alteração no comportamento dos jovens que realizam esse tipo de prática, como isolamento e mudanças drásticas de humor.

“É importante os pais ou pessoas próximas prestarem atenção nas alterações comportamentais, muitas vezes pode ser sinal de dificuldades emocionais e não deve ser banalizada”, destacou Alana.

Pensando em prevenir e diminuir esses números, a Câmara de Vereadores aprovou um projeto de Lei que cria a Semana de Conscientização, Prevenção e Combate à Automutilação. O projeto foi apresentado pelo vereador Dayan Serique (sem partido).

Dayan Serique é o autor do Projeto de Lei — Foto: Ascom/Dayan Serique Dayan Serique é o autor do Projeto de Lei — Foto: Ascom/Dayan Serique

Dayan Serique é o autor do Projeto de Lei — Foto: Ascom/Dayan Serique

Segundo o parlamentar, o objetivo é conscientizar a população sobre malefícios da automutilação, bem como auxiliar e envolver a sociedade na prevenção desta prática, através da orientação e alerta às crianças, adolescentes e jovens sobre o perigo dessa prática, que muitas vezes pode levar ao suicídio.

Ainda de acordo com o projeto, as ações vão servir para conscientizar toda a população quanto aos malefícios desta prática, assim como mostrar como as pessoas podem ajudar quem enfrenta esse problema.

“Esse projeto vai ajudar os pais a lidar com essa questão e posteriormente poderão criar medidas e soluções que afastem seus filhos das situações conflitantes que acarretam sofrimentos psíquicos e emocionais. Muitas vezes a automutilação é a forma que o adolescente encontra para anestesiar os problemas”, disse Dayan Serique.

 

 

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