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Esquerda da Alemanha em alta nas pesquisas após acordo entre partido de Merkel com a extrema direita

Crise provocada por eleição de governador de um pequeno estado, a Turíngia, com votos de populistas de direita derrubou a popularidade de partido de Merkel na região. Socialistas crescem oito pontos percentuais, segundo sondagem.

 
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Uma nova pesquisa realizada na sequência do escândalo provocado pela direita numa eleição para governador na Turíngia aponta um aumento sensível do apoio aos socialistas do partido A Esquerda e uma queda dos conservadores da chanceler federal alemã, Angela Merkel, naquele estado no leste da Alemanha.

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De acordo com a sondagem, realizada pela agência Infratest Dimap e encomendada pela emissora pública MDR, A Esquerda subiu para 39%, crescendo oito pontos percentuais em relação ao resultado de outubro. Já a União Democrata Cristã (CDU) de Merkel caiu aproximadamente na mesma proporção, passando de 21,7% para 13%.

O Partido Liberal Democrático (FDP), cujo candidato a governador da Turíngia, Thomas Kemmerich, esteve no centro do escândalo, caiu para apenas 4%, resultado que impossibilitaria os liberais de formarem uma bancada na assembleia estadual, caso haja nova eleição regional.

Talvez o mais surpreendente, no entanto, seja que, apesar dos protestos, o apoio à Alternativa para a Alemanha (AfD) melhorou ligeiramente, de 23,4% para 24%.

A CDU foi acusada de conluio com os populistas de direita da AfD na Turíngia, para eleger na semana passada Kemmerich, do FDP, para o governo do estado e derrotar o candidato à reeleição, o socialista Bodo Ramelow, numa votação realizada na assembleia regional.

Kemmerich foi eleito com votos de legisladores da CDU, FDP e AfD. Essa colaboração de membros de CDU e FDP com a ultradireitista AfD provocou indignação em todo o país, sendo considerada uma quebra de um tabu na política alemã. Dias depois, o recém-eleito chefe de governo renunciou, e ainda permanece indefinido se haverá nova eleição na Turíngia.

O ocorrido fez com que Merkel imediatamente desaprovasse o comportamento de seus colegas de partido no estado, acusando-os de abandonarem "valores partidários" e dizendo ser "imperdoável" a eleição do governador com apoio da AfD. O caso também levou a premiê a demitir o secretário de Estado parlamentar, encarregado do governo alemão para os estados do Leste do país, Christian Hirte. Também vice-presidente do partido na Turíngia, ele foi duramente criticado por parabenizar Kemmerich no Twitter.

Imagem de Annegret Kramp-Karrenbauer e Angela Merkel, da Alemanha, em 10 de fevereiro de 2020 — Foto: Odd Andersen / AFP Imagem de Annegret Kramp-Karrenbauer e Angela Merkel, da Alemanha, em 10 de fevereiro de 2020 — Foto: Odd Andersen / AFP

Imagem de Annegret Kramp-Karrenbauer e Angela Merkel, da Alemanha, em 10 de fevereiro de 2020 — Foto: Odd Andersen / AFP

O escândalo é tido ainda como um dos motivos que levou a presidente nacional da CDU, Annegret Kramp-Karrenbauer, a renunciar ao cargo. Designada por Angela Merkel para ser sua sucessora, ela também anunciou sua desistência da candidatura para chanceler federal

 

 

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