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Justiça nega habeas corpus acusados de participação na chacina do Guamá

Três policiais tiveram o pedido de habeas corpus negados e vão aguardar, presos, pelo júri popular. Onze pessoas foram assassinadas a tiros em bar do Guamá.

 

Mais três réus pronunciados por suspeita de envolvimento na morte de 11 pessoas, crime que ficou conhecido como “Chacina do Guamá”, em Belém, tiveram pedidos de habeas corpus negados pela Justiça. Os policiais Pedro Josimar Nogueira da Silva, Wellington Almeida Oliveira e Leonardo Fernandes de Lima permanecem presos, aguardando o júri popular. As informações foram divulgadas nesta segunda-feira (10) pelo Tribunal de Justiça do Pará.

Os três habeas corpus estão sob a relatoria do desembargador Rômulo Nunes e foram apreciados nesta segunda-feira, na Seção de Direito Penal do Tribunal de Justiça, sob a presidência do desembargador Leonam Gondim da Cruz Júnior.

Todos os sete acusados devem ir a júri popular, entre eles, quatro policiais militares. O julgamento está previsto para abril de 2020. O julgamento na Vara Militar Estadual está agendado para o dia 16 de março deste ano.

Foram denunciados:

  • Jonatan Albuquerque Marinho, conhecido como 'Diel' - acusado de planejar e elaborar a logística;
  • Pedro Josimar Nogueira da Silva, conhecido como 'cabo Nogueira' - executor;
  • José Maria da Silva Noronha, o 'cabo Noronha - executor;
  • Leonardo Fernandes de Lima, 'cabo Leo' - executor;
  • Ian Novic Correa Rodrigues, o 'Japa' - acusado de dar cobertura à ação, que está foragido;
  • Wellington Almeida Oliveiras, o 'cabo Wellington' - acusado de chegar antes ao bar para identificar e localizar as vítimas;
  • Edivaldo dos Santos Santana - motorista que levou e deu fuga aos executores.

O crime

A chacina do Guamá ocorreu no dia 19 de maio de 2019, por volta das 15h50, quando homens encapuzados invadiram o Wanda’s Bar, na Passagem Jambu, e executaram 11 pessoas e feriram mais uma. A maioria das vítimas foi morta com tiros na cabeça. O crime é considerado a maior chacina em um único lugar registrada em Belém.

Segundo denúncia do Ministério Público, o alvo da missão criminosa seriam apenas duas pessoas. Pedro Josimar, Leonardo e José Maria Noronha foram apontados pelo MP como os autores dos disparos no interior do bar, enquanto Wellington teria atuado como “olheiro”, dando informações de quem estava no bar. Os quatro são cabos da Polícia Militar.

As vítimas foram Alex Rubens Roque Silva; Flávia Telles Farias da Silva; Leandro Breno Tavares da Silva; Maria Ivanilza Pinheiro Monteiro; Márcio Rogerio Silveira Assunção; Meire Helen Sousa Fonseca; Paulo Henrique Passos Ferreira; Samara Santana da Silva Maciel; Samira Tavares Cavalcante; Sergio dos Santos Oliveira e Tereza Raquel Silva Franco.

 

 

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