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Trump defende demissão de oficial do exército que testemunhou contra ele no processo de impeachment

Militar especialista em Ucrânia prestou depoimento em inquérito que levou ao impeachment na Câmara dos Deputados. Senadores, porém, absolveram o presidente.

 
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, defendeu neste sábado (8) sua decisão de demitir um oficial do exército que forneceu provas condenatórias contra ele durante a investigação do julgamento de impeachment na Câmara dos Deputados.

O tenente-coronel Alexander Vindman, foi escoltado na sexta-feira (7) para fora da Casa Branca, onde trabalhou no Conselho de Segurança Nacional como especialista na Ucrânia.

O advogado de Vindman considerou a medida um ato de vingança de Trump, que foi absolvido das acusações de abuso de poder e obstrução do Congresso pelo Senado na última quarta-feira (5).

Vindman, que era diretor de Assuntos Europeus no Conselho de Segurança Nacional, foi testemunha da ligação realizada em 25 de julho entre Trump e o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, na qual o americano solicitou a investigação do ex-vice-presidente Joe Biden, pré-candidato do Partido Democrata à Presidência nas eleições deste ano.

O depoimento dele foi um dos que levou a Câmara a aprovar o impeachment de Trump pela acusação de abuso de poder. Os deputados democratas argumentaram que o pedido de Trump fazia parte de um esforço para forçar um aliado estrangeiro enfraquecido após a guerra com a Rússia a ajudá-lo a jogar sujo nas eleições presidenciais americanas de novembro.

Citado pelo Congresso para testemunhar nas audiências na Câmara, Vindman, nascido na Ucrânia, disse que as ações de Trump eram "impróprias".

"É inapropriado que o presidente do Estados Unidos exija que um governo estrangeiro investigue um cidadão americano e adversário político", disse o oficial.

Esse testemunho ajudou a construir o caso que levou Trump a se tornar o terceiro presidente a sofrer impeachment na Câmara dos Deputados.

Alexander Vindman, assessor da Casa Branca, depõe a deputados nesta terça-feira (19) — Foto: Jonathan Ernst/Reuters Alexander Vindman, assessor da Casa Branca, depõe a deputados nesta terça-feira (19) — Foto: Jonathan Ernst/Reuters

Alexander Vindman, assessor da Casa Branca, depõe a deputados nesta terça-feira (19) — Foto: Jonathan Ernst/Reuters

Trump ataca Vindman

Neste sábado (8), Trump criticou o tenente-coronel em uma rede social. "As notícias falsas de @CNN e MSDNC ainda estão falando sobre o 'tenente-coronel' Vindman como se ele fosse maravilhoso", escreveu o americano, aparentemente se referindo ao veículo de mídia MSNBC.

"Na verdade, eu não o conheço, nunca falei com ele ou o conheci (acho que não!), mas ele era muito insubordinado, relatou incorretamente o conteúdo de meus telefonemas 'perfeitos'."

"Em outras palavras, 'FORA'", acrescentou.

  • VEJA TAMBÉM: Trump diz que processo de impeachment foi 'provação' criada por 'corruptos e desonestos'

O advogado de Vindman, David Pressman, disse que o oficial foi "escoltado para fora da Casa Branca, onde serviu adequadamente seu país e seu presidente".

"A verdade custou ao tenente-coronel Alexander Vindman seu trabalho, sua carreira e sua privacidade", disse Pressman. "Ele serviu o país, mesmo se arriscando".

"E por isso, o homem mais poderoso do mundo, impulsionado pelo silêncio, flexibilidade e cumplicidade, decidiu se vingar", completou.

Na sexta-feira (7), Gordon Sondland, embaixador dos Estados Unidos na União Europeia e que também testemunhou contra Trump, disse ter sido informado da intenção do presidente de "retirá-lo imediatamente" de seu cargo, em comunicado obtido pelo jornal "New York Times".

 

 

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