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Famílias extrativistas fornecem alimentos a crianças da rede pública de Prainha

Estudantes do distrito de Santa Maria do Uruará agora lancham hortaliças, frutas, farinhas de tapioca e mandioca, além de outros alimentos.

 
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Os alunos do ensino fundamental da rede pública de Prainha, mais precisamente do distrito de Santa Maria do Uruará, no oeste do Pará, estão recebendo merenda escolar composta por alimentos produzidos nas comunidades onde vivem. Ainda este ano, 12 famílias extrativistas devem começar a participar fornecendo alimentos como açaí, com o apoio de uma cooperativa de Santarém.

Desde 2019, as famílias fornecem hortaliças, frutas e farinha por meio da parceria entre o escritório local da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Pará (Emater) e a Prefeitura. A ideia surgiu porque o acesso às comunidades é exclusivo por via fluvial, sendo que a viagem de barco até o município dura cerca de 4h. Assim, através dos contratos da Emater com a Prefeitura, os agricultores entregam os alimentos diretamente nas escolas.

Por mês, cada família abastece com mais de 500 toneladas de laranja, limão, farinha de tapioca, farinha de mandioca, dentre outros alimentos, e o retorno financeiro chega a R$ 1,5 mil. Outras oito famílias da mesma região já se preparam para iniciar o fluxo.

O engenheiro agrônomo da Emater em Prainha, Sérgio Mieli de Miranda, conta que essa é uma transformação socioeconômica e cultural para o município. “As crianças deixaram de comer coisas industrializadas para se alimentar de produtos saudáveis, naturais, que são parte da identidade regional. É uma valorização da qualidade agregada ao processo de ensino e também do trabalho histórico das famílias das crianças", disse.

Atualmente, a cidade de Prainha possui cerca de 30 mil habitantes, e o escritório local da Emater atende com regularidade mais de 140 famílias, que trabalham principalmente com a mandiocultura, pesca artesanal (incluindo camarão) e pecuária de corte e de leite.

Segundo a Prefeitura, uma das metas para este ano é ampliar o acesso ao Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae) e explorar o mercado governamental do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA).

 

 

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