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RIO GRANDE DO SUL: Estado registrou 1,6 mil casos prováveis de dengue em 2019

O médico sanitarista da Fiocruz Brasília, Cláudio Maierovitch, reforça a importância de eliminar os criadouros, uma vez que contribuem para a proliferação dos mosquitos e a transmissão das doenças.

 
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O último Boletim Epidemiológico do Ministério da Saúde registrou 1,6 mil casos prováveis de dengue no Rio Grande do Sul, em 2019. Os dados são referentes ao período de janeiro a dezembro. Foram computados, ainda, 96 casos prováveis de chikungunya e 35 de zika.

As notificações foram feitas em cidades de diversos pontos do estado. Uma dessas regiões foi a Coordenadoria Regional de Saúde de Santa Maria, que envolve 32 municípios. Nessas localidades, as autoridades de saúde registraram 35 casos suspeitos de dengue, com 8 deles confirmados. 

O secretário de saúde do município de Santa Maria, Francisco Harrison, destaca que a região Sul ainda tem uma vantagem climática de baixas temperaturas, o que dificulta a reprodução do mosquito. Mas relembra que, mesmo nesse cenário, há diversos casos das três doenças por toda a cidade.

Entre as ações de prevenção e combate ao mosquito, o secretário destaca o trabalho na rede pública de ensino, educando as crianças para que elas reproduzam em casa os cuidados necessários que aprendem no colégio. Além disso, ele afirma que a Secretaria sempre monitora a questão da infestação do mosquito através de levantamentos. 

“Infelizmente a população não adere aos cuidados que a gente tanto dispõe para diminuir os focos do mosquito. Essa é a nossa principal dificuldade. Eles não cuidam das casas como deveriam, tapando a caixa-d’água, virando boca de garrafa para baixo, reservatórios como pneus, cacos velhos que acumulam água, o que nos deixa numa situação de vulnerabilidade, sempre de risco para uma alta infestação do mosquito”.

O Levantamento Rápido de Índices para o Aedes aegypti, o LIRAa, classificou 127 municípios como situação de risco e 85 em alerta. 

O médico sanitarista da Fiocruz Brasília, Cláudio Maierovitch, reforça a importância de eliminar os criadouros, uma vez que contribuem para a proliferação dos mosquitos e a transmissão das doenças.

“A principal prevenção para as três doenças se refere a transmissão, ou seja, a eliminação dos criadouros dos mosquitos. Qualquer coisa que possa acumular água parada, especialmente água limpa, mas não só, dentro dos quintais, dentro de casa, mesmo em apartamento, locais de trabalho, pode se transformar num criadouro para o mosquito Aedes aegypti”.

Para combater o mosquito, governo e população precisam ser aliados. Ao verificar os reservatórios, eliminar os vasos de planta, descartar embalagens e utensílios da forma correta e manter calhas limpas, o cidadão evita deixar água parada. Até mesmo uma tampa de garrafa pode servir como local de proliferação.

Você já combateu o mosquito hoje? A mudança começa dentro de casa. Proteja a sua família. Para mais informações, acesse saude.gov.br/combateaedes. 

 

 

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