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Chuvas diminuem e Rio de Janeiro volta ao estágio de mobilização

 
A cidade do Rio de Janeiro, que estava em Estágio de Atenção desde as 5h50 de hoje (13), voltou ao estágio de mobilização às 10h. De acordo com o Centro de Operações (COR) da prefeitura, o retorno foi porque houve redução dos acumulados de chuva e o encerramento da maioria das ocorrências registradas nesta manhã.

Conforme o COR, a chuva forte provocou 24 bolsões d'água, 21 deles já acabaram. Foi registrada ainda a queda de uma árvore.

Previsão

O Estágio de Mobilização é o segundo nível em uma escala de cinco e significa que há riscos de ocorrências de alto impacto na cidade. Segundo o Alerta Rio, “permanece a previsão de chuva fraca a moderada a qualquer momento do dia, podendo ser forte de forma isolada e em curtos intervalos de tempo. Devido à passagem de uma frente fria pelo oceano, o tempo fica instável na cidade do Rio ao longo desta segunda-feira”, informou o Alerta.

Os bairros da Rocinha, Vidigal e Jardim Botânico foram os que receberam maior quantidade de chuva. Em apenas uma hora, a Rocinha registrou 54 milímetros (mm) de precipitação.

No Jardim Botânico, foram 40 mm e no Vidigal, 38,2 mm. A Rocinha acusou também a maior quantidade em apenas 15 minutos de chuva: 20,4 mm. Nos outros dois bairros, a marca ficou perto de 15 milímetros.

A chuva provocou muitas interrupções no trânsito em bairros das zonas sul e oeste, além do centro da cidade. Os acessos do Túnel Rebouças ao Humaitá e à Avenida Borges de Medeiros tiveram que ser fechados por causa do acúmulo de água. Conforme as equipes da prefeitura completavam a desobstrução dos bueiros e o nível da água baixava, as ruas começaram a ser liberadas. Em Niterói, na Região Metropolitana do Rio, também foram vários os locais de alagamento.

Orientação

A prefeitura do Rio orientou a população a permanecer atenta, ao longo dia, diante do risco de ocorrência de chuva intensa em curtos períodos. O melhor que se pode fazer em caso de chuva forte é permanecer em local seguro e evitar deslocamentos.

Não é recomendável forçar a passagem por áreas alagadas. A população deve ainda respeitar os avisos das sirenes da Defesa Civil em comunidades.

Entre 6h e 6h15 desta segunda-feira, a Subsecretaria de Proteção e Defesa Civil da Secretaria Municipal de Ordem Pública do Rio (Seop), acionou sirenes na Rocinha, Cantagalo e Pavão-Pavãozinho, que são três das 103 comunidades de alto risco geológico, monitoradas pelo sistema de alertas sonoros.

De acordo com a secretaria, o serviço 199, que é o canal de atendimento do órgão, não registrou chamados emergenciais. Apesar disso, técnicos para essas localidades auxiliar e orientar moradores. Equipes de engenheiros estão de prontidão para atendimento de eventuais chamados.

Segundo a Seop, as sirenes são acionadas pela Defesa Civil municipal após monitoramento e avaliação dos índices críticos de chuva por meteorologistas do Sistema Alerta Rio.

A Defesa Civil conta ainda com o sistema de mensagens via SMS, que podem ser recebidas por qualquer pessoa. Para isso é preciso se cadastrar no número 40199, enviando o CEP (Código de Endereçamento Postal) de onde mora, para ser alertado, em tempo real, sobre a ocorrência de chuvas fortes na sua região.

Desde o início da madrugada, passou a funcionar o esquema da prefeitura do Rio, que mobilizou secretarias e órgãos do município, para o trabalho em regiões mais atingidas pelas fortes chuvas.

Edição: Kleber Sampaio Tags: Rio de Janeiro chuvas meteorologia

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