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Ação que matou general Soleimani foi legítima, diz procurador-geral dos EUA

William Barr disse ainda que a Casa Branca consultou o Departamento de Justiça norte-americano antes da operação que resultou na morte do general iraniano. Donald Trump diz que militar planejava ataque iminente .

 
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O procurador-geral dos Estados Unidos, William Barr, afirmou nesta segunda-feira (13) que a operação que resultou na morte do general iraniano Qassem Soleimani foi "um ato legítimo de autodefesa". Além disso, Barr confirmou que a Casa Branca consultou o Departamento de Justiça antes da ofensiva.

De acordo com a agência Reuters, Barr afirmou que o presidente Donald Trump agiu com autoridade e que o general do Irã era um "alvo militar legítimo".

"O presidente claramente teve autoridade para agir", disse.

Pôster de Qassem Soleimani envolto em balas, em imagem feita no Iêmen, em 6 de janeiro de 2020  — Foto: Naif Rahma/Reuters Pôster de Qassem Soleimani envolto em balas, em imagem feita no Iêmen, em 6 de janeiro de 2020  — Foto: Naif Rahma/Reuters

Pôster de Qassem Soleimani envolto em balas, em imagem feita no Iêmen, em 6 de janeiro de 2020 — Foto: Naif Rahma/Reuters

Soleimani morreu em uma ofensiva aérea ao aeroporto de Bagdá, capital do Iraque, no início do mês. O ataque desencadeou em uma crise sem precedentes entre os Estados Unidos e o Irã, inclusive com o disparo de mísseis a bases usadas pelos norte-americanos em território iraquiano. No funeral do militar, mais de 50 pessoas morreram pisoteadas.

O major-general Qassen Soleimani liderava desde 1998 a Força Al Quds, unidade especial da Guarda Revolucionária, e era apontado como o cérebro por trás da estratégia militar e geopolítica do país. Sob liderança de Soleimani, o Irã reforçou o apoio ao Hezbollah, no Líbano, e outros grupos militantes pró-iranianos.

  • SAIBA MAIS: Quem era Qassem Soleimani

Trump classifica Soleimani como terrorista e o acusa de estar por trás de ataques contra norte-americanos no Oriente Médio. O estopim ocorreu momentos antes da virada do ano, quando milicianos iraquianos invadiram a embaixada americana em Bagdá.

Trump contradiz secretário de Defesa

Ainda nesta segunda-feira, Trump afirmou no Twitter que o ataque que Soleimani supostamente planejava era "iminente", mas que isso "não importava diante do passado horrível" do general iraniano — na publicação, o presidente norte-americano não deu detalhes sobre as ações anteriores do militar.

A mensagem contradiz o secretário de Defesa dos EUA, Mark Esper, que disse no domingo não haver provas de que o Irã planejava atacar quatro embaixadas norte-americanas — justificativa inicialmente usada por Trump para matar Soleimani.

Trump e o secretário de Defesa,  Mark Esper, em julho de 2019 — Foto: Nicholas Kamm / AFP Trump e o secretário de Defesa,  Mark Esper, em julho de 2019 — Foto: Nicholas Kamm / AFP

Trump e o secretário de Defesa, Mark Esper, em julho de 2019 — Foto: Nicholas Kamm / AFP

Na semana passada, a Câmara dos EUA — de maioria opositora — aprovou resolução que obriga o presidente a pedir autorização ao Congresso antes de adotar qualquer medida militar contra o Irã. O texto ainda precisa de aprovação no Senado, onde os republicanos são maioria.

Trump vem enviando mensagens de apoio aos manifestantes que protestam contra o governo do Irã — intensificados após a derrubada, por engano, de um avião que deixou dezenas de mortos. Um porta-voz de Teerã, porém, rechaçou as mensagens do presidente norte-americano. Veja no vídeo abaixo.

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