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Chefe da Guarda Revolucionária diz que Irã não quis '''matar soldados''' americanos no Iraque

Ao Parlamento iraniano, líder militar Hossein Salami afirma que a intenção dos ataques às bases norte-americanas era mostrar superioridade em relação ao inimigo .

 
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O chefe da Guarda Revolucionária, Hossein Salami, compareceu neste domingo (12) perante o Parlamento iraniano para dar explicações sobre a crise que abala o país e afirmou que o objetivo dos disparos na quarta-feira passada contra alvos americanos no Iraque não era "matar soldados inimigos".

"Queríamos mostrar que podemos atingir qualquer ponto escolhido por nós", declarou a respeito dos ataques realizados em resposta ao assassinato do general Qassem Soleimani em Bagdá, em um ataque realizado pelos Estados Unidos .

General Salami saúda os manifestantes favoráveis ao regime do Irã nesta segunda-feira (25) — Foto: Atta Kenare/AFP General Salami saúda os manifestantes favoráveis ao regime do Irã nesta segunda-feira (25) — Foto: Atta Kenare/AFP

General Salami saúda os manifestantes favoráveis ao regime do Irã nesta segunda-feira (25) — Foto: Atta Kenare/AFP

"Os danos materiais (provocados pelos mísseis) foram apenas para dizer que somos superiores ao inimigo", acrescentou.

O general foi chamado para testemunhar no Parlamento depois que as forças iranianas reconheceram no sábado que abateram "por engano" um avião civil ucraniano na quarta, poucas horas após os disparos de mísseis contra as bases no Iraque.

As 176 pessoas a bordo do Boeing 737, da Ukraine International Airlines, que acabara de decolar de Teerã morreram na tragédia, pela qual o general Amirali Hajizadeh, chefe do setor aeroespacial da Guarda Revolucionária, assumiu a responsabilidade.

A presença de Salami no Parlamento coincidiu com a confirmação pelas autoridades iranianas da breve detenção do embaixador britânico no Irã, Rob Macaire, quando ele deixava uma manifestação no sábado (11), apresentada como uma vigília em memória das vítimas do voo PS752.

Esse protesto estudantil foi dispersado pela polícia. A manifestação foi organizada depois que as autoridades iranianas admitiram que um míssil disparado por um "erro humano" causou a queda na quarta-feira do avião ucraniano em Teerã. As 176 pessoas a bordo, a maioria iranianas e canadenses, morreram.

Embora o governo canadense tenha apontado a tese do míssil desde a quarta à noite, o Irã insistiu na negação até o sábado.

Líderes de diferentes países, começando pelo primeiro-ministro canadense Justin Trudeau, elogiaram o reconhecimento iraniano, mas pediram uma investigação completa e transparente.

Após o comparecimento do general Salami, o presidente do Parlamento, Ali Larijani, instou as comissões parlamentares encarregadas da segurança e da política externa a examinarem esse "incidente grave" e a estudarem como impedir novos casos.

Além disso, teria mencionado as represálias iranianas a este ataque americano.

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Na quarta-feira, o Irã disparou vários mísseis contra duas bases iraquianas com tropas americanas, segundo a Isna.

Neste domingo, oito foguetes, de origem indeterminada, atingiram uma base utilizada por soldados americanos ao norte de Bagdá, sem deixar mortos, segundo fontes militares iraquianas. Quatro iraquianos ficaram feridos.

Em resposta, o secretário de Estado americano, Mike Pompeo, disse estar "indignado". "Essas repetidas violações à soberania do Iraque por grupos opositores ao governo iraquiano devem cessar", tuitou.

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