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2019: Ano de revoltas violentas e manifestações sociais

 

O mundo está agitado, as inúmeras crises políticas, econômicas e sociais que assolam os países provocaram protestos e manifestações em todo o planeta, inclusive muitos desses acontecimentos terminaram em mortes e pessoas lesionadas.
Este cenário tornou-se evidente em 2019 e parece que vai prolongar-se até 2020. A seguir, vamos repassar as diversas manifestações sociais que revolucionaram os meios em 2019 pela carga de violência.


Irão

Irão é uma nação com grandes reservas de petróleo, mas foi forçado a tomar medidas drásticas e a importar gasolina por inconvenientes no processamento do petróleo.


Em meados de Novembro, o governo iraniano anunciou restrições à venda de combustível e um aumento dos preços deste produto, a notícia desencadeou uma onda de protestos violentos. 

Foi confirmada a morte de 106 civis e 1.000 detidos que se encontravam manifestando em 21 cidades do país. As autoridades iranianas confirmaram a morte de vários funcionários de segurança durante as revoltas, embora os números exatos ainda não sejam conhecidos.

Chile

O aumento de 30 pesos no preço da passagem do Metrô de Santiago abalou as ruas do Chile, centenas de pessoas se mobilizaram no dia 14 de outubro contra a medida. Em consequência, o governo de Sebastián Piñera decidiu anular o parecer, mas ainda assim as manifestações continuaram. Parece que os chilenos exigiam mudanças sociais mais profundas.

De acordo com os relatórios, foram relatadas 30 pessoas mortas, razão pela qual o Instituto Nacional de Direitos Humanos do Chile (INDH) solicitou ações judiciais pelos níveis de violência durante os protestos. Em 19 de novembro, partidos da oposição apresentaram acusações contra o governo por suposta responsabilidade política nos atos de violência denunciados.

Bolívia

As eleições de 20 de Outubro provocaram um profundo descontentamento em sectores da população, desencadeando uma explosão social em que pereceram 23 pessoas, feridos e detidos, segundo relatórios da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH). O organismo condenou o uso excessivo da violência da segurança boliviana, por sua vez realizou uma série de denúncias em 17 de novembro contra Jeanine Añez por estimular a repressão violenta” dos policiais.

Equador

Durante o mês de outubro, Equador ficou chocado por atos violentos nas ruas durante 12 dias devido às novas reformas econômicas anunciadas pelo presidente Lenín Moreno como a eliminação dos subsídios da gasolina e seus derivados depois de estabelecer um acordo com o FMI. Nas manifestações pode-se evidenciar um alto nível de violência, saques e delitos nunca antes vistos no país.

A Provedoria do Povo constatou a morte de 11 pessoas, dezenas de feridos e detidos. As manifestações terminaram quando o governo revoga as medidas econômicas.

Haiti

No passado mês de Setembro os haitianos tomaram as ruas para manifestar contra o Governo de Jouvenel Moïse pela crise económica que vive o país, aumento do preço da gasolina, a inflação, o desemprego e a desvalorização da moeda. Os fatos chamaram a atenção de organismos mundiais como as Nações Unidas.

A Amnistia Internacional alertou para o uso desproporcionado da força por parte dos funcionários de segurança da nação para reprimir os protestos e denunciou a violação dos direitos humanos.

Hong Kong

O governo de Hong Kong anunciou um projeto de lei que permitia a extradição de criminosos para outros territórios como Taiwan, Macau e a China continental. Esta proposta causou tumultos nas ruas de Hong Kong, mais de um milhão de pessoas saíram para se opor ao novo projeto. Carrie Lam, chefe do Governo de Hong Kong, notificou o adiamento indefinido da Lei de extradição, o que não foi suficiente para os cidadãos.

No dia seguinte continuaram as manifestações a pedido da sua demissão, anulação das acusações dos manifestantes detidos e a instauração de um sistema democrático.

No dia 2 de novembro houve uma escalada de violência com distúrbios que provocou a morte de um manifestante, o incidente levou a uma greve geral indefinida.

No ano que termina foi testemunha de protestos de milhões de pessoas por demagogia dos políticos, fazer valer os direitos, e denúncias pela aplicação de medidas que vão contra as conquistas sociais, Perante isto, coloca-se a seguinte questão: que vai acontecer em 2020?
 

 

 

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