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Autoridades dos EUA sabiam que 737 MAX tinha potencial de acidentes antes de queda na Etiópia

Análise foi feita depois da primeira queda de um avião do tipo, na Indonésia. Órgãos oficiais só determinaram a suspensão do uso desses Boeing após o segundo acidente.

 
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Autoridades dos Estados Unidos permitiram que aviões do modelo Boeing 737 MAX continuassem em operação mesmo após um relatório da própria Administração Federal de Aviação (FAA) concluir que novos acidentes poderiam ocorrer se não fossem corrigidas falhas no projeto da aeronave.

O documento, obtido nesta quarta-feira (11) pelo "Wall Street Journal", foi resultado de uma investigação feita em novembro de 2018 — semanas depois da queda de um Boeing 737 MAX da Lion Air na Indonésia, que resultou na morte de 189 pessoas.

Boeing 737 MAX 8 estacionado em uma fábrica em Renton, nos EUA — Foto: David Ryder/Reuters Boeing 737 MAX 8 estacionado em uma fábrica em Renton, nos EUA — Foto: David Ryder/Reuters

Boeing 737 MAX 8 estacionado em uma fábrica em Renton, nos EUA — Foto: David Ryder/Reuters

A análise da FAA que pedia mudanças no projeto do 737 MAX é, portanto, anterior à queda de outra aeronave do mesmo tipo na Etiópia, quando 157 pessoas morreram no acidente da companhia Ethiopian Airlines.

"Estava claro desde o começo que as condições eram inseguras", afirmou um porta-voz da FAA ao "Wall Street Journal".

Peça do avião do voo 302 da Ethiopian Airlines, que caiu em Bishoftu, perto de Adis Abeba  — Foto: Tiksa Negeri/ Reuters Peça do avião do voo 302 da Ethiopian Airlines, que caiu em Bishoftu, perto de Adis Abeba  — Foto: Tiksa Negeri/ Reuters

Peça do avião do voo 302 da Ethiopian Airlines, que caiu em Bishoftu, perto de Adis Abeba — Foto: Tiksa Negeri/ Reuters

Mesmo com o alerta, somente depois do acidente na Etiópia a FAA determinou a suspensão das operações com o Boeing 737 MAX. Empresas e autoridades de outros países no mundo seguiram a orientação — no Brasil, a Gol, única a operar o modelo, interrompeu as viagens com aeronaves do tipo.

Em nota, a Boeing disse que a análise feita pela FAA em novembro determinou que os procedimentos adotados pela empresa foram suficientes para "permitir a operação da frota MAX até que alterações no software MCAS pudessem ser implementadas".

  • VEJA TAMBÉM: O que é o MCAS, software no centro da tragédia com o Boeing 737 MAX

Ainda de acordo com a Boeing, a fabricante fez uma análise semelhante à promovida pela FAA e que chegou a conclusões "consistentes" com os resultados da agência norte-americana.

 

 

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