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Após ataque com mortos, manifestantes seguem nas ruas do Iraque

Na sexta, grupo de homens não identificados abriu fogo em um estacionamento em Bagdá, onde manifestantes antigovernamentais estavam acampados.

 
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Manifestantes foram às ruas em diferentes regiões do Iraque após um ataque de um grupo armado que deixou 17 civis mortos na capital do país, Bagdá.

Na noite de sexta-feira (6), um grupo de homens não identificados chegou em caminhonetes em um enorme estacionamento em Bagdá, onde manifestantes antigovernamentais estavam acampados há semanas, e abriu fogo indiscriminadamente.

Dezessete civis morreram e 100 ficaram feridos no que já é conhecido como o "massacre de Senek", nome da ponte de Bagdá onde ocorreu o ataque.

Os distúrbios na capital e os tiroteios continuaram durante a noite. Ao saber da tragédia, as redes sociais foram inundadas com mensagens pedindo aos manifestantes para perseverar e seguir protestando. E, desde o amanhecer, centenas foram para as ruas de Bagdá.

Muitas das pessoas que tomaram as ruas de Bagdá após o ataque ao estacionamento são adeptos do líder xiita Moqtada Sadr, líder político e religioso que pediu a renúncia do governo e afirmou que suas brigadas protegeriam os manifestantes.

No amanhecer deste sábado, a casa de Sadr em Najaf, no sul do país, foi atacada com um drone armado. Não houve dano materiais e ninguém ficou ferido. Pessoas próximas ao responsável disse à AFP que ele não estava no Irã no momento do ataque.

Aumento da tensão

No total, 445 pessoas morreram violentamente desde o início dos protestos no Iraque, há dois meses.

O Estado garantiu que não pode identificar os agressores ou detê-los, em um país onde os grupos armados pró-iranianos ganham influência todos os dias e, em muitos casos, são integrados às forças de segurança.

No entanto, fontes policiais dizem ter informações sobre o desejo dessas facções armadas de atacar manifestantes.

A tensão aumentou nesta semana, quando grupos ligados ao Hashd al-Shaabi, uma coalizão de paramilitares dominados pelos pro-iranianos, chegaram à Praça Tahrir.

Neste sábado também ocorreram manifestações de solidariedade no sul do Iraque, em cidades como Diwaniya ou Nasiriya, onde a repressão dos protestos deixou 20 mortos na semana passada.

Diplomatas estrangeiros em Bagdá não escondem o medo da violência. O embaixador da União Europeia, Martin Huth, declarou neste sábado que estava "consternado com as mortes na noite de sexta-feira".

O aiatolá Ali Sistani, maior autoridade religiosa xiita do Iraque, pediu na sexta-feira que o novo governo saia livre de "interferências estrangeiras".

 

 

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