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Ataques na província síria de Idlib fazem 19 mortos, incluindo crianças

Desde 2011, o conflito sírio matou mais de 370 mil vidas e fez milhões de deslocados e refugiados.

 
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Pelo menos 19 civis, incluindo oito crianças, foram mortos neste sábado (7) em ataques aéreos conduzidos pelo regime e por seu aliado russo na província de Idlib, controlada por jihadistas, informou uma ONG.

Uma trégua foi anunciada no final de agosto por Moscou para a província de Idlib, no noroeste do país em guerra, mas o Observatório Sírio para os Direitos Humanos (OSDH) continua a relatar combates esporádicos e bombardeios que mataram dezenas de pessoas.

Neste sábado, nove civis, incluindo três crianças, foram mortos nos ataques russos no vilarejo de Baliun, no sul de Idlib, segundo o Observatório.

Além disso, quatro civis, incluindo uma criança, foram mortos em ataques russos no vilarejo vizinho de Al-Bara, segundo a mesma fonte.

Em meio a uma paisagem de ruínas de concreto e prédios parcialmente destruídos, um correspondente da agência France Presse viu socorristas das equipes dos capacetes brancos retirando o corpo de uma vítima em Al-Bara.

Pessoas se reúnem ao redor de um prédio destruído enquanto membros da defesa civil da Síria fazem buscas por sobreviventes na província de Idlib, no noroeste da Síria, neste sábado (7) — Foto: Abdulaziz Ketaz/AFP Pessoas se reúnem ao redor de um prédio destruído enquanto membros da defesa civil da Síria fazem buscas por sobreviventes na província de Idlib, no noroeste da Síria, neste sábado (7) — Foto: Abdulaziz Ketaz/AFP

Pessoas se reúnem ao redor de um prédio destruído enquanto membros da defesa civil da Síria fazem buscas por sobreviventes na província de Idlib, no noroeste da Síria, neste sábado (7) — Foto: Abdulaziz Ketaz/AFP

Entre as vítimas há cinco outros civis, incluindo três crianças, que morreram em ataques aéreos do regime sírio em um vilarejo do sul de Idlib, informou o OSDH, acrescentando que outra criança foi morta em um ataque do regime em outra vila do sudeste da província.

O OSDH, que possui uma extensa rede de fontes na Síria, determina os autores dos ataques com base no tipo de aeronave utilizada, no local do ataque, nos planos de voo e nas munições utilizadas.

A província de Idlib é dominada pelos jihadistas do grupo Hayat Tahrir al-Sham (HTS), antiga facção síria da Al-Qaeda. Esta região e áreas adjacentes das províncias de Alepo, Hama e Latakia ainda escapam em grande parte ao controle do regime de Bashar al-Assad.

Essas zonas também abrigam vários outros pequenos grupos jihadistas e de rebeldes enfraquecidos.

Entre o final de abril e o final de agosto, a região foi bombardeada sem interrupção pelo exército sírio, apoiado pela força aérea russa. Quase mil civis morreram durante esse período, segundo o OSDH, enquanto mais de 400 mil pessoas foram deslocadas, de acordo com a ONU.

Apesar da trégua anunciada no final de agosto, o OSDH relatou bombardeios esporádicos que mataram mais de 200 civis.

Em outubro, Bashar al-Assad fez sua primeira visita à província desde o início da guerra em 2011, alegando que a batalha de Idlib era a chave para o fim da guerra.

Desde 2011, o conflito sírio matou mais de 370 mil vidas e fez milhões de deslocados e refugiados.

 

 

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