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Países do tratado Tiar aprovam punição contra funcionários do chavismo na Venezuela

Medida proíbe que 29 pessoas ligadas ao regime de Nicolás Maduro — inclusive o próprio líder chavista — viajem dentro dos limites dos 15 países que assinaram a resolução, entre eles o Brasil e os EUA.

 
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Representantes de 15 países signatários do Tratado Interamericano de Assistência Recíproca (Tiar), entre eles o Brasil, aprovaram nesta terça-feira (3) punir integrantes do regime de Nicolás Maduro na Venezuela.

A medida proíbe que 29 venezuelanos ligados ao governo chavista — incluindo o próprio Maduro — viajem dentro das fronteiras dos países signatários do acordo (leia mais sobre o Tiar no fim da reportagem).

A proibição se estende ao número dois do chavismo, Diosdado Cabello, e ao chanceler Jorge Arreaza, entre outros.

"Estas 29 pessoas e seus familiares não vão poder abrir conta em banco de qualquer dos países [membros do TIAR], não vão poder passar pelos aeroportos destes países e há vários outros que na próxima reunião serão incluídos nas sanções", declarou à imprensa Carlos Trujillo, embaixador dos Estados Unidos junto à OEA.

No documento final, os países signatários manifestaram "preocupação com os indícios de participação de pessoas vinculadas ao regime de Nicolás Maduro" em "atos violentos" ocorridas durante as "manifestações populares legítimas em alguns países da região".

O texto não detalha quais seriam essas manifestações. Porém, na segunda-feira, o secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo, acusou os regimes de Cuba e Venezuela de "tentarem sequestrar" os protestos que ocorrem em diferentes países da América Latina, como Bolívia, Chile, Colômbia e Equador.

Reação do chavismo

Nicolás Maduro durante reunião com autoridades do chavismo no Palácio de Miraflores, em Caracas, em 9 de setembro — Foto: HO/Venezuelan Presidency/AFP Nicolás Maduro durante reunião com autoridades do chavismo no Palácio de Miraflores, em Caracas, em 9 de setembro — Foto: HO/Venezuelan Presidency/AFP

Nicolás Maduro durante reunião com autoridades do chavismo no Palácio de Miraflores, em Caracas, em 9 de setembro — Foto: HO/Venezuelan Presidency/AFP

Logo depois do anúncio das punições, Diosdado Cabello rejeitou a decisão dos signatários do Tiar. "A Venezuela merece respeito", afirmou, segundo a agência Reuters.

"Eu rejeito a tentativa imperialista e as tentativas desses aliados norte-americanos de chegarem e se envolverem em assuntos internos da Venezuela", disse Cabello.

Em seguida, Nicolás Maduro chamou de "fracasso" a reunião do Tiar ocorrida em Bogotá.

"Foi uma reunião de fantoches de palhaços", afirmou.

Quem assinou a medida?

Os 15 países signatários do Tiar que estiveram na reunião ocorrida em Bogotá, capital da Colômbia, foram os seguintes:

  • Argentina
  • Brasil
  • Chile
  • Colômbia
  • Costa Rica
  • El Salvador
  • Estados Unidos
  • Guatemala
  • Haiti
  • Honduras
  • Panamá
  • Paraguai
  • Peru
  • República Dominicana
  • Venezuela (representada pelo governo interino de Juan Guaidó)

O Tiar prevê que, se um país da Organização dos Estados Americanos (OEA) for agredido, os outros deverão prestar auxílio. Segundo o tratado, os países membros podem optar por responder com medidas que vão da ruptura de relações diplomáticas ao emprego de força armada.

Em setembro, 17 países do Tiar aprovaram resolução que instaurou mecanismo para investigar pessoas e entidades ligadas ao regime de Maduro ao narcotráfico e ao terrorismo. Veja no vídeo abaixo:

Ministros das Relações Exteriores de 18 países discutem aplicar o Tiar na Venezuela

Ministros das Relações Exteriores de 18 países discutem aplicar o Tiar na Venezuela

 

 

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