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Workshop discute Refúgio no Contexto Brasileiro e Amazônico em evento alusivo à casa de acolhimento

Desde 2017, o abrigo já acolheu cerca de 600 refugiados da Venezuela. Começou com 30 indígenas da etnia Warao.

 
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Um workshop realizado no auditório do Centro Universitário da Amazônia - Unama, quinta-feira (28), em alusão aos dois anos de funcionamento da Casa de Acolhimento para Adultos e Famílias (CAAF) em Santarém, oeste do Pará, abordou o tema "Refúgio no Contexto Brasileiro e Amazônico: Fenômenos e Corresponsabilidades".

O evento foi idealizado pela Prefeitura de Santarém e a Secretaria Municipal de Trabalho e Assistência Social (Semtras) em parceria com a Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur) e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef).

Desde a sua instalação em 2017, a CAAF já acolheu 600 refugiados venezuelanos. O primeiro grupo recebido no abrigo foi de cerca de 30 pessoas em sua maioria crianças indígenas da etnia Warao.

O workshop destacou as questões do fator migratório com as peculiaridades do nosso município; o Combate à xenofobia; e a integração da população santarena ao público de refugiados e migrantes.

Três indígenas participaram do evento e aproveitaram para expor seu artesanato — Foto: Agência Santarém/Divulgação Três indígenas participaram do evento e aproveitaram para expor seu artesanato — Foto: Agência Santarém/Divulgação

Três indígenas participaram do evento e aproveitaram para expor seu artesanato — Foto: Agência Santarém/Divulgação

De acordo com a assessora técnica da Semtras, Gabrielle Andrade, a Prefeitura de Santarém por meio da Secretaria Municipal de Trabalho e Assistência Social teve o desafio de acolher essas pessoas, instituir um abrigo, montar uma equipe e organizar de tudo, desde a alimentação, até os encaminhamentos para o acesso aos serviços.

"E assim foi, já estamos nesse trabalho há dois anos, e por isso desenvolvemos o projeto Santarém Acolhedora, Santarém é uma cidade que acolhe venezuelanos, cearenses, diversos tipos de grupo e etnias e não poderia deixar de acolher essas pessoas que estão passando por tanta vulnerabilidade social, e contamos com importantes parcerias como ACNUR e UNICEF, pois há dois anos estamos acolhendo esse público com desafios enfrentados e conquistas alcançadas", disse Gabrielle.

A coordenadora da CAAF Juliana Fialho avaliou os dois anos. "Já caminhamos em dois anos, 20 anos, superamos desafios, avanços em tudo, tecnicamente, estrutura, conhecimento em acolhimento. Esse evento foi a culminância de toda essa vivência oportunizando a sociedade a conhecer esse novo fenômeno social".

Sebastian Roa oficial de campo da ACNUR Agência da ONU para Refugiados foi um dos palestrantes do evento e observou que o momento foi de reflexão, avanços e avaliações sobre o processo de acolhimento de Santarém nesses dois anos dessa população, o que se aprendeu, o que deu certo, o que deu errado. "Avaliamos que deu muito mais certo do que errado, o acolhimento no município. Viemos justamente discutir os novos desafios nesse contexto que é a questão da saúde da população indígena que estão dentro dos centros urbanos e que buscam uma atenção diferenciada".

 

 

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