Mundo

Mundo

Fechar
PUBLICIDADE

Mundo

Keiko Fujimori, filha de ex-presidente do Peru, sai da prisão

Líder da oposição a Martín Vizcarra e filha de ex-presidente, ela é acusada de corrupção no caso que envolve a empreiteira brasileira Odebrecht.

 
 -   /
/ /

Líder de oposição ao governo do Peru, Keiko Fujimori deixou a prisão na noite desta sexta-feira (29), quatro dias após o Tribunal Constitucional decidir pela soltura. Ela é filha do ex-presidente Alberto Fujimori e estava presa desde outubro do ano passado acusada de corrupção.

De acordo com a imprensa peruana, Keiko é acusada de ter recebido dinheiro em um esquema criminoso que envolve a empreiteira brasileira Odebrecht. As investigações do braço local da Lava Jato culminaram na prisão dos ex-presidentes Pedro Pablo Kuczynski e Ollanta Humala, além do pedido de detenção do também ex-presidente Alan García, que se matou quando policiais iriam prendê-lo.

Corte mais alta da Justiça peruana, o Tribunal Constitucional aprovou a libertação de Keiko por quatro votos a três.

"Foi o acontecimento mais doloroso da minha vida", disse Keiko ao deixar a prisão.

Keiko é filha do ex-presidente Alberto Fujimori, que foi preso por corrupção e por violação dos direitos humanos, e depois solto por um indulto concedido pelo então presidente Kuczynski para tentar se manter no poder quando sofria um processo de impeachment.

Por que Keiko estava presa?

Keiko Fujimori, filha do ex-presidente Alberto Fujimori, conversa com jornalistas em outubro de 2018 — Foto: Martin Mejia/ AP Keiko Fujimori, filha do ex-presidente Alberto Fujimori, conversa com jornalistas em outubro de 2018 — Foto: Martin Mejia/ AP

Keiko Fujimori, filha do ex-presidente Alberto Fujimori, conversa com jornalistas em outubro de 2018 — Foto: Martin Mejia/ AP

Ex-candidata à Presidência do Peru e líder do partido Força Popular, de oposição ao governo de Martín Vizcarra, Keiko foi presa por supostamente receber dinheiro da empresa brasileira Odebrecht durante a campanha das eleições presidenciais de 2011. Na ocasião, ela perdeu para o candidato Ollanta Humala — também envolvido com suposta lavagem de dinheiro.

Em novembro de 2017, Marcelo Odebrecht confirmou que entregou dinheiro à campanha do partido Força Popular e que "provavelmente" esse valor foi de US$ 500 mil.

Keiko foi presa preventivamente em 10 de outubro de 2018, mas conseguiu a soltura dias depois. Entretanto, em 31 de outubro do mesmo ano, a polícia voltou a prendê-la preventivamente — uma prisão que deveria durar 36 meses.

  • VEJA TAMBÉM: Peru teve ano agitado, com Congresso dissolvido e morte de ex-presidente

As crises políticas no Peru no Equador

As crises políticas no Peru no Equador

 

 

PUBLICIDADE

Curiosidades

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE