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Papa Francisco chega à Tailândia

No sábado, o pontífice segue para o Japão. Nessa quarta viagem à Ásia, pontífice vai falar sobre diálogo inter-religioso e eliminação das armas nucleares.

 
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O Papa Francisco chegou, nesta quarta-feira (20), à Tailândia, a primeira etapa de sua jornada asiática que também o levará ao Japão, uma viagem focada no diálogo inter-religioso e na eliminação de armas nucleares.

Ele será o primeiro pontífice em mais de 30 anos a visitar esses dois países onde os católicos são minoria. O avião que transportava o pontífice aterrissou no fim da manhã no aeroporto internacional de Don Mueang em Bangcoc, de acordo com a AFP.

Francisco, de 82 anos, foi recebido pelo vice-primeiro-ministro da Tailândia, Somkid Jatusripitak, e pelo ministro das Relações Exteriores, Don Pramudwinai.

Dezenas de jovens com as bandeiras da Tailândia e do Vaticano cumprimentaram Francisco, que pegou nos braços uma menina Hmong, uma das muitas minorias étnicas do país, em traje tradicional preto e rosa.

O papa então partiu para a embaixada do Vaticano, no centro da capital da Tailândia, onde "agora está descansando de sua longa jornada", segundo a irmã Ana Rosa Sivori, que é prima do pontífice.

Esta é sua quarta viagem ao continente asiático, após ter visitado a Coreia (2014), Sri Lanka e Filipinas (2015), e Mianmar e Bangladsh (2017).

Com este tour, Francisco totalizará 51 países visitados desde o início de seu pontificado, afirmou o porta-voz do Vaticano, Matteo Bruni.

Papa Francisco conversa com a sua prima Ana Rosa Sivori ao chegar ao Terminal Aéreo Militar do Aeroporto Don Muang, em Bangkok, na Tailândia, nesta quarta-feira (20)  — Foto: Gregorio Borgia/ AP Papa Francisco conversa com a sua prima Ana Rosa Sivori ao chegar ao Terminal Aéreo Militar do Aeroporto Don Muang, em Bangkok, na Tailândia, nesta quarta-feira (20)  — Foto: Gregorio Borgia/ AP

Papa Francisco conversa com a sua prima Ana Rosa Sivori ao chegar ao Terminal Aéreo Militar do Aeroporto Don Muang, em Bangkok, na Tailândia, nesta quarta-feira (20) — Foto: Gregorio Borgia/ AP

Prima do papa

Ana Rosa Sivori, missionária há mais de 50 anos no reino, disse que a visita de Francisco “não é uma honra para mim, mas para todos os tailandeses porque ele veio aqui para falar sobre tolerância religiosa".

"Ele me disse que estava feliz em me ver e por eu poder servir de intérprete", declarou Ana Rosa, que tem um bisavô em comum com o papa.

Agenda

Na quinta-feira (21), ele se encontrará com o 20º patriarca supremo, Somdej Phra Maha Muneewong, em um local sagrado do budismo, religião praticada por 95% das pessoas no reino.

Ele também manterá conversas privadas com o primeiro-ministro, o general Prayut Chan-O-Cha, bem como com o rei da Tailândia, Maha Vajiralongkorn.

Francisco finalmente celebrará uma missa no grande estádio de Bangcoc para a comunidade católica do país, que tem cerca de 400 mil batizados. Cerca de 50 mil fiéis - incluindo várias centenas de cristãos, membros da minoria karen vindos das províncias remotas na fronteira com Mianmar - devem estar presentes.

Na sexta-feira (22), o pontífice participará de reuniões com padres, religiosos e bispos do país, mas também celebrará uma missa na Catedral de Bangcoc, especialmente dedicada aos jovens.

No sábado (23), ele voará para o Japão, um país que desejava conhecer desde a época em que era um jovem seminarista.

O ápice da visita será no domingo, dia dedicado a Nagasaki e a Hiroshima, as duas cidades atacadas há 74 anos com bombas atômicas americanas e que causaram a morte de 74 mil e 140 mil pessoas, respectivamente.

Nestas cidades, símbolos do horror da guerra, o papa argentino prestará uma comovente homenagem às vítimas dos primeiros e únicos ataques atômicos da história e suplicará ao mundo pela eliminação total das armas nucleares.

"Usar armas nucleares é imoral", clamou o papa antes de embarcar.

Católicos são minoria

Tailândia e Japão foram evangelizados por missionários jesuítas em meados do século XVI, mas os católicos são minoritários.

Em uma mensagem aos tailandeses antes de sua partida, Francisco disse que espera "fortalecer os laços de amizade" com os budistas.

O pontífice também prestou homenagem a uma "nação multiétnica" que "trabalhou duro para promover a harmonia e a convivência pacífica, não apenas entre seus habitantes, mas também em toda a região do Sudeste Asiático".

 

 

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