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Google Stadia é lançado: saiba mais sobre o serviço de games e o que a crítica está falando

Plataforma de transmissão de jogos atende 14 países, mas Brasil ainda não é um deles. Novidade agrada pelo conceito, mas execução ainda tem problemas para quem testou.

 
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O Google lançou oficialmente o Stadia, seu serviços de games na nuvem, nesta terça-feira (19) nos Estados Unidos, Canadá e em outros 12 países da Europa.

Por isso, o G1 preparou um rápido guia sobre a plataforma, que pretende revolucionar a indústria de games, mas que ainda deve enfrentar alguns problemas técnicos. Veja abaixo algumas perguntas e respostas sobre o Stadia:

Com funciona?

O Stadia se diferencia dos outros grandes representantes da indústria, como Sony (com o PlayStation) e a Microsoft (com o Xbox), por não precisar de um console ou de algum aparelho físico próprio.

Em seu lugar, o serviço faz o processamento à distância, nos servidores do Google, e transmite o game jogável para os assinantes, que podem acessar através do navegador dos computadores ou até do celular.

Qual a vantagem disso?

Em teoria isso barateia bastante o custo do jogo. O PlayStation 4, por exemplo, foi lançado por R$ 4 mil reais no Brasil em 2013. E este é o preço aproximado de um bom computador atual pensado para jogos.

Mas então quanto custa o Stadia?

Neste lançamento, o serviço pode ser adquirido através de um pacote, o Premiere Edition, que custa US$ 129, mas vem com um controle, um Chromecast Ultra (aparelho para acessar o Stadia e outros apps na TV) e uma assinatura de três meses do Stadia Pro.

O Stadia Pro, por sua vez, tem uma assinatura de US$ 9,99. Ele oferece alguns games de graça, como "Destiny 2", ou desconto a outros títulos do catálogo.

No entanto, o Google planeja o lançamento do Stadia Base para 2020. Este será um serviço gratuito, no qual os usuários poderão comprar os jogos que quiserem, mas irão acessá-los com uma definição gráfica menor que a do Pro.

E quantos games há no catálogo?

Por enquanto são 22 games acessíveis aos assinantes do Stadia. Entre os principais estão "Mortal Kombat 11", "Red Dead Redemption 2" e "Assassin's Creed Odyssey". Ou seja, ainda não há muitos jogos recentes de destaque.

Porém outros lançamentos importantes estão programados para chegar à plataforma, como "Cyberpunk 2077" e "Watch Dogs: Legion".

Foi lançado onde?

Por enquanto, o serviço chega apenas a Estados Unidos e Canadá, além de Bélgica, Finlândia, Dinamarca, França, Alemanha, Irlanda, Itália, Holanda, Noruega, Espanha, Suécia e Reino Unido.

O Google planeja expandir a cobertura da plataforma com o tempo, mas ainda não determinou um cronograma de lançamento.

Qual a qualidade da conexão necessária?

O Google recomenda uma conexão de ao menos 10Mbps para uma definição mais básica, e de 35Mbps para uma definição de 4K.

E ele está funcionando?

É aí que a coisa fica um pouco mais complicada. A maior parte da imprensa estrangeira parece concordar que o serviço por enquanto ainda não está funcionando muito bem. Principalmente considerando a dependência da plataforma de uma boa transferência de dados.

Porém também concordam que o Stadia é uma grande ideia e que tem tempo para melhorar. Além disso, a beleza de não ter de enfrentar grandes tempos de carregamento, principalmente para jogar um game recém-comprado, parece mágica.

Veja o que alguns veículos estão falando:

'Washington Post'

"Resenhar o Stadia como um serviços parece um pouco com resenhar o YouTube. O conteúdo ainda não chegou bem lá, e o serviço não é ótimo também. Mas o modelo é apresentado como uma escolha intencional. [...] Então aqui está a resenha em quatro palavras do Premiere Edition em 2019: Não vale a pena."

'Guardian'

"O Stadia conseguiu o impossível, e então falhou no possível. O único e mais importante desafio diante do Google - conseguir uma transmissão de game com a qualidade de processamento local - foi atingida com nota máxima. Mas em todos o resto a postura da empresa é desconcertante. Alguns aspectos sugerem um lançamento apressado, com a empresa confortável demais em sua habilidade em lançar atualizações de software depois."

'Forbes'

"Acima de tudo, havia uma questão central. Vai funcionar? Passei a última semana descobrindo que pelo menos para mim e o meu Google Stadia, a resposta é um retumbante não. Estou genuinamente impressionado com quão chocantemente mal o Stadia se saiu na minha casa ao longo de muitas tentativas."

'Polygon'

"Aqui vai minha ideia do Stadia neste momento: uma loja digital na qual jogadores podem comprar games para transmitir em certos aparelhos compatíveis com um número de limitações complicadas e às vezes confusas. [...] Ele tem um trabalho - entregar conteúdo - e faz esse trabalho bem. É completamente desprovido de glamour ou afetações, e não é particularmente bonito, mas é eficiente o suficiente."

'Kotaku'

"A maior parte das minhas experiências com o Stadia me deixaram um pouco atordoado. Aqui está uma coisa sobre mim, leitores: Eu sou um tolo. Sempre quero testar as coisas mais novas para ver se o hype é real. Há uma pergunta à qual sempre volto: Para quem, exatamente, é isso? Está em sua fase de testes, mas eu iria recomentar para alguém na forma como está? Na verdade, não. Mas funciona, Paul? Sim. Com certeza."

 

 

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