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Escalada de violência entre Gaza e Israel entra no segundo dia

Mais de 200 mísseis foram lançados a partir de Gaza em direção ao território israelense. Balanço indica 18 palestinos mortos e pelo menos 50 feridos.

 
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Após uma breve pausa, os lançamentos de foguetes israelenses e palestinos foram retomados nesta quarta-feira (13), segundo dia da escalada de violência, que já é considerada a mais intensa dos últimos meses. O número de palestinos mortos subiu para 18, de acordo com a agência Associated Press. Há relatos de pelo menos 50 palestinos feridos.

Mais de 200 foguetes da Faixa de Gaza já foram lançados em direção ao território israelense sem deixar mortos desde a madrugada de terça-feira (12), quando um ataque do exército de Israel matou o líder militar do grupo palestino Jihad Islâmica, Baha Abu al Ata.

Novos bombardeios de Israel matam mais nove palestinos na Faixa de Gaza

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O ataque de terça-feira atingiu o líder jihadista enquanto ele dormia na casa onde morava no distrito de Shejayia, a leste de Gaza, e também matou a sua mulher.

O exército de Israel afirma que os alvos dos ataques estão ligados à Jihad Islâmica na Faixa de Gaza. Um porta-voz militar afirmou que pelo menos três equipes de lançamento de foguetes foram eliminadas.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, exigiu que a Jihad Islâmica interrompa os ataques de foguetes contra Israel ou ameaça dar prosseguimento aos bombardeios contra Gaza.

"Eles têm uma opção: interromper os ataques ou absorver mais e mais bombardeios. A escolha é deles", afirmou o primeiro-ministro em uma reunião de gabinete.

Apesar de tentativas de diplomatas para restaurar a calma, uma autoridade da Jihad Islâmica disse à Reuters que seu grupo informou a mediadores que pretende continuar com seus ataques retaliatórios.

Porém, não surgiram sinais de que o Hamas, grupo islâmico muito maior que controla Gaza, está inclinado a entrar na disputa.

Pessoas correm para abrigo após alerta de mísseis tocar em Ashkelon, no sul de Israel, nesta quarta-feira (13)  — Foto: Amir Cohen/ Reuters Pessoas correm para abrigo após alerta de mísseis tocar em Ashkelon, no sul de Israel, nesta quarta-feira (13)  — Foto: Amir Cohen/ Reuters

Pessoas correm para abrigo após alerta de mísseis tocar em Ashkelon, no sul de Israel, nesta quarta-feira (13) — Foto: Amir Cohen/ Reuters

Mais intensa dos últimos meses

De acordo com o jornal "Haaretz", 90 % dos foguetes disparados a partir de Gaza foram interceptados pelo escudo antimísseis.

Os bombardeios têm alterado a rotina no território israelense. De acordo com o governo, mais de um milhão de civis estão em abrigos antiaéreos e as escolas estão fechadas nas comunidades perto da fronteira com Gaza.

O Ministério das Relações Exteriores do Estado de Israel afirmou que a ação contra Baha Abu Al-Ata “foi uma ação antiterrorista defensiva contra uma bomba-relógio”.

“Al Ata foi o principal instigador e coordenador de inúmeros ataques terroristas realizados pela Jihad Islâmica Palestina e planejava mais ataques contra Israel em um futuro próximo. Sua morte salvou muitas vidas”, declarou.

O governo israelense afirma que a Jihad Islâmica Palestina é financiada pelo Irã.

Foguetes palestinos disparados da cidade de Gaza, após Israel atacar e matar um comandante da Jihad Islâmico na região — Foto: Bashar Taleb / AFP Photo Foguetes palestinos disparados da cidade de Gaza, após Israel atacar e matar um comandante da Jihad Islâmico na região — Foto: Bashar Taleb / AFP Photo

Foguetes palestinos disparados da cidade de Gaza, após Israel atacar e matar um comandante da Jihad Islâmico na região — Foto: Bashar Taleb / AFP Photo

 

 

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