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Espanha vai às urnas pela 4ª vez em 4 anos, em meio a crise na Catalunha e incerteza sobre formação de governo

Pesquisas preveem resultados parecidos com os de 28 de abril, em que nenhum partido obteve maioria. PSOE, de Pedro Sánchez, deve novamente ficar em primeiro, mas conquistar ainda menos assentos do que antes; extrema direita tem expectativa de crescim

 
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Paralisada politicamente, a Espanha volta às urnas, neste domingo (10), pela quarta vez em quatro anos, com uma crise aberta na Catalunha que pode favorecer o partido de extrema direita Vox.

Vencedor das legislativas de abril, mas incapaz de chegar a um acordo com a esquerda radical do Podemos para continuar no poder, o primeiro-ministro (chamado na Espanha de presidente de governo) e líder do Partido Socialista, Pedro Sánchez, reaparece como favorito nas pesquisas.

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Espanhóis vão às urnas neste domingo (10) em meio a crise política

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Ao contrário do que se esperava, porém, pode sair destas eleições legislativas com menos deputados do que em abril, quando obteve 123 dos 350 da Câmara Baixa.

Para que um partido consiga a maioria, ele precisa de 176 assentos. Em abril, o PSOE não conseguiu apoio suficiente de outras siglas.

Após cinco meses de impasse, em setembro, o rei Felipe realizou consultas com os quatro principais partidos e verificou que não havia acordo para a formação de um governo, o que determinou a realização destas novas eleições.

O premiê socialista Pedro Sánchez vota em Pozuelo de Alarcón, perto de Madri — Foto: Sergio Perez/Reuters O premiê socialista Pedro Sánchez vota em Pozuelo de Alarcón, perto de Madri — Foto: Sergio Perez/Reuters

O premiê socialista Pedro Sánchez vota em Pozuelo de Alarcón, perto de Madri — Foto: Sergio Perez/Reuters

Pesquisas

Na última semana, o jornal espanhol “El País” publicou uma média com os números apontados por pesquisas divulgadas até o dia 3 de novembro, que indicam uma vitória do PSOE, com 27,2%, seguido pelo Partido Popular (PP), com 21,1%, Vox (12,8%), a coalizão Unidas Podemos (dos partidos de esquerda Podemos e Izquierda Unida), com 12,7%, Ciudadanos, com 9% e Más País, com 3,8%.

 Pablos Iglesias, do Podemos, deixa seu local de votação na Espanha, em 10 de novembro de 2019 — Foto: Javier Barbancho/Reuters  Pablos Iglesias, do Podemos, deixa seu local de votação na Espanha, em 10 de novembro de 2019 — Foto: Javier Barbancho/Reuters

Pablos Iglesias, do Podemos, deixa seu local de votação na Espanha, em 10 de novembro de 2019 — Foto: Javier Barbancho/Reuters

Com essas médias, o jornal fez projeções de que o PSOE conquistaria 117 assentos, o PP teria 92, o Vox ficaria com 46, o Unidas Podemos com 35 e o Ciudadanos com 18.

Pablo Casado vota nas eleições gerais da Espanha, em 10 de novembro de 2019 — Foto: Jon Nazca/Reuters Pablo Casado vota nas eleições gerais da Espanha, em 10 de novembro de 2019 — Foto: Jon Nazca/Reuters

Pablo Casado vota nas eleições gerais da Espanha, em 10 de novembro de 2019 — Foto: Jon Nazca/Reuters

Este quadro aponta uma queda do PSOE, de Pedro Sanchéz, do Unidas Podemos e do Ciudadanos, e um crescimento, do PP, de Pablo Casado, principal adversário de Sánchez na disputa pelo cargo de premiê, e do Vox, de extrema-direita.

Santiago Abascal, do VOX, cumprimenta policiais depois de votar, em 10 de novembro de 2019 — Foto: Susana Vera/Reuters Santiago Abascal, do VOX, cumprimenta policiais depois de votar, em 10 de novembro de 2019 — Foto: Susana Vera/Reuters

Santiago Abascal, do VOX, cumprimenta policiais depois de votar, em 10 de novembro de 2019 — Foto: Susana Vera/Reuters

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Catalunha

Segundo a agência Reuters, Pedro Sánchez anunciou que um "número significativo" de forças de segurança seria enviado à Catalunha antes da eleição para evitar que os protestos que vêm abalando a região interrompam a votação.

Um porta-voz da Polícia Nacional de Barcelona disse que o batalhão antichoque foi acionado na Catalunha para "reforçar no caso de distúrbio político, como a interdição de seções eleitorais", mas acrescentou que a polícia regional ficará encarregada de manter a ordem no dia e que a Polícia Nacional só agirá se for solicitada.

A Catalunha tem sido palco de grandes protestos desde a condenação de nove líderes separatistas à prisão, em outubro.

Os principais candidatos à eleição discordaram quanto à maneira de tratar do separatismo catalão em um debate televisivo na segunda-feira. Pesquisas indicaram que o tema pode ser decisivo no pleito de 10 de novembro, no qual os socialistas liderados por Sánchez ainda lideram, mas vêm perdendo apoio, enquanto partidos de direita que prometem adotar uma postura mais rígida com a região insubmissa vêm crescendo.

 

 

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