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Grupo de Lima defende adoção de '''medidas adicionais de pressão''' contra regime de Maduro

Grupo é formado por países que defendem saída de Nicolás Maduro da Presidência da Venezuela. Em nota, destacou que essas medidas adicionais não incluem uso da força .

 

O Grupo de Lima divulgou uma nota nesta sexta-feira (8) na qual defendeu a adoção de "medidas adicionais de pressão" contra o regime de Nicolás Maduro.

O grupo foi criado em 2018 e é formado por 14 países que defendem a saída de Maduro da Presidência da Venezuela, entre os quais Brasil, Chile, Colômbia e Paraguai.

Ministros do grupo se reuniram em Brasília nesta sexta-feira, na sede do Ministério das Relações Exteriores.

"[Os países do grupo] comprometem-se a adotar outras medidas adicionais de pressão – excluindo o uso da força - sobre o regime de Maduro, por meio de sanções especificas que permitam avanços na transição democrática, de acordo com os respectivos ordenamentos jurídicos nacionais", diz a nota.

A Venezuela enfrenta uma profunda crise econômica, social e política. Milhares de cidadãos têm fugido do país, o cenário é de hiperinflação e há denúncias de perseguição política a opositores do governo Maduro.

Desde que a crise no país se agravou, o Brasil passou, assim como os Estados Unidos, a apoiar o autoproclamado presidente da Venezuela, Juan Guaidó.

Na nota divulgada nesta sexta-feira, o grupo voltou a pedir apoio internacional a Guaidó e informou apoiar a continuidade do presidente autoproclamado "até o fim da usurpação e a realização de eleições presidenciais livres, justas, transparentes e com observação internacional".

Reunião da manhã

Mais cedo, nesta sexta-feira, o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, e o chanceler do Peru, Gustavo Meza Cuadra, se reuniram em Brasília.

Após o encontro, Cuadra disse temer que as sucessivas reiterações do Grupo de Lima banalizem a situação política na Venezuela, e cobrou medidas mais enérgicas dos países.

Questionado se concorda com a declaração, Ernesto Araújo respondeu: "Essa reunião deixou claro o seguinte: nós estamos aqui e não vamos a lugar nenhum enquanto não houver democracia na Venezuela. Há firmeza e unidade do grupo."

Araújo também disse que o Grupo de Lima seguirá buscando apoio da comunidade internacional às reivindicações de Guaidó. Para o chanceler brasileiro, o conhecimento dos demais países sobre a crise humanitária da Venezuela já é uma "vitória" do Grupo de Lima.

 

 

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