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Indígenas fazem ato em Brasília para denunciar invasões e protestar contra a morte de Paulo Guajajara

Guardião da Floresta foi assassinado na sexta-feira 1º , no Maranhão. Grupo caminhou da Catedral Metropolitana até o Congresso Nacional e ocupou duas vias da Esplanada dos Ministérios.

 
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Lideranças de povos indígenas fizeram um protesto, em Brasília, durante a tarde desta quinta-feira (7). O ato foi para denunciar invasões de terras e protestar contra a morte de Paulo Paulino Guajajara, Guardião da Floresta na Terra Indígena Arariboia. Ele foi assassinado na última sexta-feira (1º), no Maranhão.

  • Indígena tinha sido colocado em programa de proteção dois meses antes de ser assassinado

Indígenas protestaram, em Brasília, contra a morte de líder Paulo Paulino Guajajara, no Maranhão

Indígenas protestaram, em Brasília, contra a morte de líder Paulo Paulino Guajajara, no Maranhão

O grupo se reuniu na Catedral Metropolitana e caminhou pela Esplanada dos Ministérios até o Congresso Nacional. Duas vias do Eixo Monumental foram fechadas durante a manifestação.

"Estamos aqui para pedir justiça pelo assassinato do nosso índio. E principalmente pelo povo brasileiro. Não podemos nos calar mais."

Durante manifestação, em Brasília, lideranças indígenas caminharam pela Esplanada do Ministério até o Congresso Nacional — Foto: Nicole Angel Durante manifestação, em Brasília, lideranças indígenas caminharam pela Esplanada do Ministério até o Congresso Nacional — Foto: Nicole Angel

Durante manifestação, em Brasília, lideranças indígenas caminharam pela Esplanada do Ministério até o Congresso Nacional — Foto: Nicole Angel

Participaram da marcha os povos indígenas Surui Aikewara, Akrãtikatêjê Gavião, Amanaye, Atikum, Guajajara, Guarani Mbya, Tembe, Parakana, Galibi Marworno, Palikur e Karipuna dos estados do Pará e do Amapá.

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Durante o ato, eles cobraram agilidade do governo federal na demarcação das terras indígenas em processo de regularização e pediram a desocupação de territórios invadidos. As lideranças também reafirmaram a necessidade de garantir acesso à saúde e educação que, segundo eles, não estão sendo respeitadas.

Durante caminhada, indígenas seguraram foto de Guardião da Floresta assassinado no Maranhão e pediram justiça — Foto: Nicole Angel/ G1 Durante caminhada, indígenas seguraram foto de Guardião da Floresta assassinado no Maranhão e pediram justiça — Foto: Nicole Angel/ G1

Durante caminhada, indígenas seguraram foto de Guardião da Floresta assassinado no Maranhão e pediram justiça — Foto: Nicole Angel/ G1

Denúncias

As lideranças indígenas reunidas em Brasília denunciam as invasões de terras por fazendeiros, madeireiros, grileiros e também por parte de empreendimentos de infraestrutura. Eles citaram o caso da Usina Hidrelétrica de Marabá, no rio Tocantins, e do projeto "Ferrogrão" – uma ferrovia de 932 km que liga Sinop (MT), até Mirituba (PA), destinada ao escoamento de grãos como soja e milho.

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Em frente ao Palácio da Justiça, os manifestantes pararam e estenderam faixas em defesa da demarcação de terras.

Lideranças indígenas pararam em frente ao Palácio da Justiça e pediram demarcação de terras — Foto: Nicole Angel/ G1 Lideranças indígenas pararam em frente ao Palácio da Justiça e pediram demarcação de terras — Foto: Nicole Angel/ G1

Lideranças indígenas pararam em frente ao Palácio da Justiça e pediram demarcação de terras — Foto: Nicole Angel/ G1

No gramado do Congresso Nacional, o grupo sentou em uma roda e fez um minuto de silêncio. Depois, disseram que o ato era um pedido de justiça.

Eles lamentaram a morte do Guardião da Floresta Paulo Paulino Guajajara e, de mãos dadas, dançaram e cantaram músicas dos povos tradicionais.

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No gramado do Congresso Nacional, lideranças indígenas deram as mãos e cantaram músicas dos povos tradicionais — Foto: Nicole Angel/ G1 No gramado do Congresso Nacional, lideranças indígenas deram as mãos e cantaram músicas dos povos tradicionais — Foto: Nicole Angel/ G1

No gramado do Congresso Nacional, lideranças indígenas deram as mãos e cantaram músicas dos povos tradicionais — Foto: Nicole Angel/ G1

De acordo com as lideranças indígenas, as ameaças que Paulino Guajajara sofria por conta da sua atuação eram conhecidas. Documentos pedindo proteção e ação para combater os crimes na região foram enviados para a Fundação Nacional do Índio (Funai), para o Ministério Público Federal (MPF), para a Polícia Federal (PF) e também para a Secretaria de Segurança Pública do Maranhão (SSP-MA), mas nada foi feito.

Veja mais notícias sobre a região no G1 DF.

 

 

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