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Presidente do Chile envia ao Congresso proposta para aumentar renda mínima

Segundo o projeto, a renda mínima do país deverá subir para 350 mil pesos chilenos por mês cerca de R$ 1,9 mil , medida que deverá beneficiar 540 mil trabalhadores. Sebastián Piñera já disse que não deixará o governo apesar dos protestos que ocorrem

 
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O presidente do Chile, Sebastián Piñera, enviou nesta quarta (6) um projeto de lei ao Congresso do país para elevar a renda mínima chilena para 350 mil pesos por mês (cerca de R$ 1,9 mil).

O governo estima que a medida irá beneficiar 540 mil trabalhadores e custar cerca de 190 bilhões de pesos ao Estado (cerca de R$ 1 milhão) em seu primeiro ano de implementação.

A proposta faz parte da agenda social que o governo tenta criar em meio aos protestos que ocorrem no país desde 18 de outubro.

"Penso que, com isso, estamos respondendo com ações e não apenas com boas intenções ao que as pessoas exigem com tanta força", declarou Piñera, segundo a imprensa chilena. "Podemos, assim, fazer um esforço extraordinário para ajudar aqueles que mais precisam".

A garantia da renda será feita por meio de um subsídio aos trabalhadores que têm, hoje, uma renda inferior aos 350 mil pesos anunciados e superior ao atual salário mínimo, de 301 mil pesos (cerca de R$ 1.652). Os beneficiários deverão fazer parte das famílias mais vulneráveis do país e cumprir uma jornada de trabalho completa.

Segundo o presidente, a medida também vai se estender, de forma gradual, aos trabalhadores que não tiverem uma jornada completa de trabalho. A lei chilena prevê que uma jornada de trabalho não pode ultrapassar as 45 horas semanais, com pelo menos um dia de descanso.

"Quase todos os beneficiários desse subsídio do Estado trabalham em pequenas e médias empresas", afirmou o presidente. Sebastián Piñera já disse que não deixará o governo apesar dos protestos.

Impactos das manifestações

Manifestante pede o cancelamento da final da Copa Libertadores em Santiago, no Chile, em protesto nesta segunda-feira (4) — Foto: Jorge Silva/Reuters Manifestante pede o cancelamento da final da Copa Libertadores em Santiago, no Chile, em protesto nesta segunda-feira (4) — Foto: Jorge Silva/Reuters

Manifestante pede o cancelamento da final da Copa Libertadores em Santiago, no Chile, em protesto nesta segunda-feira (4) — Foto: Jorge Silva/Reuters

Autoridades estimam que 20 pessoas morreram devido à violência nas manifestações. Além disso, quase 150 pessoas tiveram ferimentos nos olhos nos protestos, a maioria por disparo de balas de borracha.

Por causa das manifestações, o Chile não vai mais receber a Conferência do Clima da ONU em dezembro, que foi transferida para Madri. A reunião da Apec também acabou cancelada, assim como a final da Copa Libertadores - que acontecerá no Peru.

Os protestos e os conflitos também prejudicaram a economia chilena, que crescerá menos do que o previsto segundo estimativas apresentadas. O turismo também sente os efeitos da crise: as reservas dos hotéis de Santiago caíram pela metade, segundo a subsecretaria do Turismo do Chile.

PROTESTOS NO CHILE

  • Piñera pede renúncia de ministros

  • Os motivos da revolta

  • Toque de recolher nas principais cidades

  • Manifestação gigantesca

  • Podcast O Assunto discute o Chile

 

 

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