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SUL: 4,5 mil potenciais receptores compõem lista de espera de transplante na região

No Paraná, o total é de 2.129 pacientes em espera. No Rio Grande do Sul, o registro é de 1.785 pessoas na lista, enquanto em Santa Cataria esse número chega a 651.

 
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ÁUDIOTEXTO PARA RÁDIOÍtalo Novais Atualmente, mais de 45 mil pessoas esperam por um transplante de órgão no Brasil, segundo o Ministério da Saúde. Deste total, 10% dos potenciais receptores são da região Sul. 

No Paraná, o total é de 2.129 pacientes em espera. No Rio Grande do Sul, o registro é de 1.785 pessoas na lista, enquanto em Santa Cataria esse número chega a 651.

Um ponto em comum entre esses estados é a dificuldade de encontrar doadores de múltiplos órgãos. Entre os gaúchos, por exemplo, o número é de apenas 61 doadores nessa categoria. 

A consultora de vendas, Luciana Feijó, de 48 anos, tia de um doador falecido de múltiplos órgãos relata a importância da autorização familiar. 

“Sou de uma família de doador, meu sobrinho, faleceu no dia 12 de maio de 2013, ele teve um AVC hemorrágico repentino, em Porto Alegre. Nossa família autorizou a doação dos órgãos, e desde então estou ajudando nessa causa”, revela.

Luciana conta que o hospital esclareceu todas as dúvidas sobre os transplantes, e que a importância do conhecimento ajudou a família na decisão de doar as córneas, rim, fígado e pele do sobrinho, Patrick Wulfhurst, de 11 anos. 

No Brasil, quatro em cada dez famílias de possíveis doadores dizem ‘não’ à doação. Para mudar essa realidade, é importante comunicar aos parentes e pessoas próximas a vontade em ser um doador. 

Luana Cristina dos Santos, enfermeira da Central Estadual de Transplantes do Paraná, destaca que a falta de busca pela informação sobre a prática gera desconfiança e receio sobre o destino dos órgãos do parente falecido. “Muitas famílias têm essa preocupação, essa dúvida, esse receio de que aconteça comércio de órgãos ou que aconteça tráficos de órgãos, mas nesse momento, o esclarecido é dado à família, até porque o processo é bastante transparente, a gente mostra todos os exames que foram realizados, a gente mostra para a família como é definido, se é um potencial doador ou não, a gente explica como é todo o processo de doação, inclusive esclarecendo a confiabilidade a credibilidade desse diagnóstico no Brasil", afirma.

 O Brasil manteve o número de transplantes realizados no primeiro semestre de 2019 em comparação com o mesmo período de 2018. Foram 13.263 transplantes neste ano, contra 13.291 do ano passado. O balanço do período apontou crescimento de transplantes considerados mais complexos. Os de medula óssea aumentaram 26,8%, passando de 1.404 para 1.780. Já os de coração cresceram 6,3%, passando de 191 para 203. 

O país é referência mundial na área de transplantes e possui o maior sistema público de transplantes do mundo. Atualmente, cerca de 96% dos procedimentos de todo o País são financiados pelo Sistema Único de Saúde (SUS). 

Em números absolutos, o Brasil é o segundo maior transplantador do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos. Para saber mais sobre transplante no seu estado, procure a central estadual que funciona 24 horas. A vida continua. Doe órgãos. Converse com sua família. Para mais informações, acesse: saude.gov.br/doacaodeorgaos. 

 

 

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