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Presidente da Turquia ameaça enviar imigrantes à Europa em resposta às críticas por ofensiva na Síria

Forças militares turcas mataram mais de cem militantes, disse o presidente Recep Tayyip Erdogan

 
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O presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, ameaçou nesta quinta-feira (10) "enviar 3,6 milhões de migrantes" à Europa, em resposta às críticas a sua operação militar no norte norte da Síria, que tem como alvo uma milícia curda.

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"União Europeia, volte à razão. Volto a repetir: se vocês tentarem apresentar nossa operação como uma invasão, abriremos as portas e enviaremos a vocês 3,6 milhões de migrantes", disse Erdogan, em um discurso em Ancara.

As forças da Turquia que invadiram a região nordeste da Síria mataram mais de cem militantes, ele também afirmou no discurso.

"A operação continua com o envolvimento de todas as nossas unidades; 109 terroristas foram mortos até agora", ele disse.

A Turquia iniciou na quarta-feira (9) o ataque contra alvos curdos. Primeiro, houve uma ofensiva aérea, e, mais tarde, militares cruzaram a fronteira entre os dois países.

Fumaça na cidade síria de Tel Abyad, vista de Akcakale, na Turquia, no dia 10 de outubro de 2019 — Foto: Murad Sezer/Reuters Fumaça na cidade síria de Tel Abyad, vista de Akcakale, na Turquia, no dia 10 de outubro de 2019 — Foto: Murad Sezer/Reuters

Fumaça na cidade síria de Tel Abyad, vista de Akcakale, na Turquia, no dia 10 de outubro de 2019 — Foto: Murad Sezer/Reuters

O governo turco chama a operação de "Fonte de Paz". Segundo Erdogan, os alvos são a milícia curda Unidades de Proteção do Povo (YPG), acusada de ter vínculo com o Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), e o Estado Islâmico.

Forças lideradas pela YPG foram aliadas dos Estados Unidos no combate ao grupo terrorista durante a guerra na Síria.

De acordo com as Forças Democráticas Sírias (FDS), constituídas por uma aliança de combatentes curdos e árabes, aviões bombardearam áreas com civis e provocaram "enorme pânico entre as pessoas".

O Observatório Sírio para os Direitos Humanos, uma entidade que fica em Londres, documentou que as FDS perderam 11 membros na troca de tiros, e 5 outros em bombardeios. Além disso, registrou uma baixa de seis militares do lado turco foram mortos.

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A mídia estatal síria e uma autoridade curda disseram que o ataque atingiu a cidade de Ras al-Ain, perto da fronteira com a Turquia.

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O objetivo da ação, segundo Erdogan, é estabelecer uma "região de segurança" no nordeste da Síria.

A Turquia pretende criar uma "zona livre" na fronteira com a Síria, onde se concentram as forças curdas. O governo de Erdogan alega que a YPG, presente nessa região, atua de forma terrorista e está por trás de ataques em território turco ligados ao PKK.

Mais de 60 mil deslocados

A ofensiva militar da Turquia deslocou mais de 60 mil pessoas em menos de um dia, afirmou, nesta quinta-feira (10), um monitor da guerra.

Um grande número de moradores das áreas de fronteira de Ras al-Ain, Tal Abyad e Derbasiyeh fugiram de suas casas, principalmente para o leste em direção à cidade de Hasakeh, de acordo com o Observatório Sírio para os Direitos Humanos (OSDH).

 

 

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