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Justiça italiana suspende empréstimo de obra de Da Vinci para o Louvre

Tribunal administrativo regional de Veneto recebeu uma ação que cita que empréstimo constitui uma violação do código de propriedade cultural do país.

 
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A justiça italiana suspendeu nesta terça-feira (8) a autorização para sair do país da obra "O Homem Vitruviano", famoso desenho do artista renascentista Leonardo da Vinci, que seria emprestado ao museu francês do Louvre, anunciou a associação Italia Nostra.

O tribunal administrativo regional (TAR) de Veneto, que deve se manisfestar sobre esta decisão no dia 16 de outubro, recebeu uma ação dessa associação italiana de defesa do patrimônio, pela qual esse empréstimo constitui uma violação do código de propriedade cultural do país.

Segundo esta orientação "não podem sair do território os bens que constituem as principais atrações de uma seção específica" de um museu, galeria de arte, biblioteca, coleção de arte ou bibliográfica".

Simultaneamente, o TAR também suspendeu o acordo firmado em Paris no final de setembro entre o ministério italiano da Cultura e o museu do Louvre para o intercâmbio de obras de Leonardo da Vinci e do pintor Rafael (Sanzio).

Em virtude deste acordo, cinco obras de Rafael, duas pinturas e três desenhos, assim como dois estudos de desenho de Giovanni Francesco Penni, todos eles atualmente no Louvre, seriam emprestados à Itália para a exposição Rafael, que será aberta em março no palácio Quirinal em Roma.

O governo italiano anterior, no qual a Liga Matteo Salvini tinha um peso preponderante, não era a favor de emprestar as obras e não era a favor dessa exposição no Louvre, destacando que o grande mestre renascentista, que morreu quinhentos anos atrás, era originalmente italiano, apesar de ter vivido seus últimos três anos na França.

Já o ministério da Cultura italiano classificou nesta terça de "incompreensível" a decisão do TAR.

 

 

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