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SÃO DOMINGOS DO MARANHÃO MA : Município mantém risco de surto de chikungunya, zika e dengue

O atual índice de infestação nos imóveis locais é de 4,7% – taxa considerada alta pelo Ministério da Saúde

 
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ÁUDIOTEXTO PARA RÁDIO

“Senti dor nas pernas, tontura, dor na cabeça, esmorecimento. Passei muito mal com essa doença.”

Esse é o relato do aposentado Antônio Moreira da Costa, de 71 anos. Em 2017, o morador do Centro de São Domingos do Maranhão pegou chikungunya – doença transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, o mesmo vetor de dengue e zika.  

De lá para cá, a situação no município continua a mesma. Há risco de surto das três doenças, segundo indicação do Levantamento Rápido de Índices de Infestação pelo Aedes aegypti, o LIRAa. O atual índice de infestação nos imóveis locais é de 4,7% – taxa considerada alta pelo Ministério da Saúde.

Em 2019, São Domingos do Maranhão registrou uma notificação de chikungunya e 17 de dengue. Até o momento, não há registros de zika.

Em todo Maranhão, de janeiro a agosto, foram registrados cinco mil casos prováveis de dengue, um aumento de 170% em comparação a 2018, quando foram registrados 1,8 mil casos prováveis. Os dados são do Boletim Epidemiológico do Ministério da Saúde. Em relação à chikungunya, foram registrados 707 casos prováveis contra 592 casos do ano passado – uma alta de 19,4%. Zika também registrou aumento: variação de 114%, com 245 casos prováveis em 2019, contra 114 de 2018.  

Um dos principais fatores para o surgimento dos criadouros do mosquito no estado é o armazenamento incorreto de água nas casas – os recipientes descobertos de água parada são os ambientes propícios para a procriação do vetor.  

A coordenadora Estadual de Prevenção e Controle de Arboviroses, Josineide Matos, pede à população de São Domingos que adote medidas de combate aos focos do mosquito.

“Tem que lavar os reservatórios de água. Passar a escova, porque não se consegue enxergar os ovos do mosquito, mas sabemos que estão ali. Os ovos permanecem até mais de 400 dias ali, em temperatura ambiente, só esperando o momento de uma chuva ou de uma água para poder eclodir. Que a população trate a água e, também, deixe os agentes de endemia tratarem os reservatórios.”

Entre as orientações do Ministério da Saúde para o combate ao Aedes aegypti dentro de casa estão a limpeza de ralos com aplicação de telas. A limpeza semanal ou preenchimento de pratos de vasos de plantas com areia é fundamental. Mantenha os reservatórios de água tampados. Eles devem ser limpos com água, bucha e sabão com frequência. Ao perceber que a água acabou, é necessário fazer uma nova lavagem nos recipientes e guardá-los de cabeça para baixo. 

Para mais informações, acesse: saude.gov.br/combateaedes.

 

 

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