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CAPISTRANO CE : Cidade está em situação de risco para surto de dengue, zika e chikungunya

Em 2019, município registrou uma notificação e cinco confirmações de dengue, doença transmitida pelo Aedes aegypti

 
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ÁUDIOTEXTO PARA RÁDIOO Ceará é um dos estados que mais sofreu com a presença do mosquito Aedes aegypti. Desde 1986, já enfrentou sete epidemias de dengue, além de duas de chikungunya de 2016 para cá. Os dados são da Secretaria Estadual de Saúde, que criou um plano de combate ao inseto por conta dos números desses últimos anos.

Como o estado tem vários municípios localizados no sertão nordestino, que sofre com a seca e falta de água, os insetos têm poucas condições naturais para procriar. O problema é que a população precisa abastecer reservatórios com água dentro de casa para situações do dia a dia, o que proporciona o ambiente necessário para proliferação do Aedes. Segundo a supervisora do Núcleo de Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Saúde do Ceará, Sarah Mendes, 80% dos focos do mosquito ocorrem em residências.

Capistrano é um dos municípios cearenses que vive essa realidade e, por isso, está em situação de risco, segundo o Levantamento Rápido de Índices de Infestação pelo Aedes aegypti, o LIRAa. Os agentes de Vigilância Epidemiológica encontraram infestação do mosquito em 6,2% dos imóveis pesquisados na cidade.

Em 2019, a cidade de menos de 50 mil habitantes teve uma notificação e cinco confirmações de dengue, enquanto zika e chikungunya não apresentaram registros. Apesar dos números baixos, a supervisora do Núcleo de Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Saúde do Ceará, Sarah Mendes, lembra que a população precisa fazer sua parte no combate ao mosquito.

“Avalie o seu local de trabalho. Se responsabilize pela limpeza do seu quintal, a limpeza da sua rua. Evite aglomerar materiais que não sejam mais utilizados, como pneus, potes, vasilhames que não vão ter utilidade. Chame o setor público para ajudar. E fique atento aos primeiros sinais de sintomas para procurar uma unidade de saúde em tempo oportuno para que a gente possa fazer o nosso trabalho de evitar possíveis epidemias.”

As infecções preocupam não apenas pelos sintomas, mas principalmente pelo aumento de mortes causado pela zika, dengue e chikungunya. O risco é maior ainda quando o paciente não procura atendimento médico. Foi o caso de João Batista Feitosa, morador de 36 anos, que vive no Centro de Capistrano e foi diagnosticado com chikungunya. 

“O ano foi 2016. Os sintomas eram muitas dores nas articulações. Por todo o corpo e na musculatura, inclusive. Assim, eu não precisei de ninguém pra me ajudar devido eu ter uma rotina com bastante tipos de exercícios. Eu nunca parava em um canto só e os sintomas demoraram cinco dias apenas. A questão é que eu também ingeria muito líquido.”

O próprio agente admite ter sido um erro não procurar os serviços de atendimento. Durante a infecção, teve dificuldade de locomoção. Por dois anos, ficou com dores em locais onde já tinha sofrido fraturas, principalmente nos pés e nos ombros. Hoje está livre da doença e garante que sempre cuidou da limpeza da casa.

Assim como o João, cuide da limpeza e ajude no combate ao Aedes aegypti. O Ministério da Saúde recomenda a limpeza de ralos e aplicação de tela para impedir a entrada dos mosquitos. Também é indicado limpar ou preencher pratos de vasos de plantas com areia toda semana. Os reservatórios devem ficar tampados e limpos com água, bucha e sabão frequentemente. Quando a água acaba, o ideal é fazer uma nova lavagem nos recipientes e guardá-los de cabeça para baixo. Segundo o ministério, esse cuidado é essencial porque os ovos do mosquito podem viver mais de um ano no ambiente seco.

Para mais informações, acesse: saude.gov.br/combateaedes.
 

 

 

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