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FLORÂNIA RN : Aedes aegypti continua presente no Rio Grande do Norte mesmo em períodos de seca

Com taxa de 8,9% de infestação nos imóveis pesquisados em Florânia, a coordenadora de Promoção à Saúde da Secretaria de Saúde do Rio Grande do Norte, Iraci Duarte, informa que houve 25 notificações de dengue no município apenas em 2019, com um caso c

 
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ÁUDIOTEXTO PARA RÁDIOO Rio Grande do Norte tem vários municípios localizados em regiões que enfrentam problemas de distribuição de água. Ao contrário do que muitos pensam, a seca não impede que o Aedes aegypti se propague. O mosquito, que precisa de água para completar o ciclo de reprodução, encontra em reservatórios caseiros, um local ideal para se proliferar.

É essa falta de cuidado de algumas pessoas no armazenamento de água que contribui para que municípios como Florânia esteja em situação de risco no Levantamento Rápido de Índices de Infestação pelo Aedes aegypti, o LIRAa. Com taxa de 8,9% de infestação nos imóveis pesquisados na cidade, a coordenadora de Promoção à Saúde da Secretaria de Saúde do Rio Grande do Norte, Iraci Duarte, informa que houve 25 notificações de dengue no município apenas em 2019, com um caso confirmado. Não houve registro para chikungunya e zika.

A coordenadora faz um apelo quanto à necessidade de informação tanto para a população, quanto para os profissionais de saúde que tratam dos cidadãos.

“Esse ano nós tivemos chuvas espaçadas. Então, entre um período de chuva e outro, qualquer pocinha de água que fica numa tampinha, numa casca de ovo, em qualquer situação, precisa ser eliminada. É um trabalho de limpeza, de conscientização mesmo. Na hora que surgirem os sintomas, buscar o atendimento imediato é o recomendado.”

Informações são fundamentais não apenas para diminuir a quantidade de insetos, para o tratamento, quanto para o reconhecimento da doença. Foi o que João Batista de Araújo, morador de 41 anos do bairro que tem o mesmo nome do município, descobriu quando a avó de 82 anos pegou a chikungunya. Sem conhecer os sintomas, ele acreditava que ela estava com preguiça. Levou menos de um mês para que ele mesmo fosse picado por um mosquito e também contraísse a infecção.

 “Não me alimentava direito. Só tomava água de coco e essas coisas aí. E o corpo todo doído. Só dava vontade de estar deitado direto. Deu um pouco de febre, e pra mim andar era a maior dificuldade. Acho que eu passei durante uns três ou quatro meses assim. Não tinha vontade de levantar da cama. E foi muito ruim pra mim. Eu sou um cara trabalhador e não conseguia levantar pra trabalhar.”

Ele conta que o ambiente da casa que divide com a avó é bem cuidado. A suspeita da origem da chikungunya recaiu sobre um açude que estava próximo da casa onde moravam. É por isso que é fundamental que a população auxilie na preservação do ambiente público. Uma área verde próxima de uma residência pode ser a fonte de três doenças que podem matar. 

O Ministério da Saúde sugere a limpeza do ambiente público limpo para ajudar no combate ao Aedes aegypti. Ralos devem ser mantidos asseados e com telas para impedir a entrada dos mosquitos. Outra indicação é limpar ou preencher pratos de vasos de plantas com areia toda semana. Os reservatórios de água devem ficar tampados e limpos com água, bucha e sabão frequentemente. Quando a água acaba, o ideal é fazer uma nova lavagem nos recipientes e guardá-los de cabeça para baixo. Segundo o ministério, esse cuidado é essencial porque os ovos do mosquito podem viver mais de um ano no ambiente seco.

Para mais informações, acesse: saude.gov.br/combateaedes.
 

 

 

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