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Casa Branca diz que se recusará a colaborar com inquérito de impeachment de Trump

Em carta enviada a líderes da Câmara dos Deputados, advogado diz que inquérito é sem base e inconstitucional . Departamento de Estado proibiu que embaixador norte-americano na União Europeia prestasse depoimento, e ele foi intimidado a responder per

 
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A Casa Branca disse nesta terça-feira (8) que se recusará a cooperar com um inquérito "sem base, inconstitucional" de impeachment contra o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, o que coloca o presidente republicano em rota de colisão com a Câmara dos Deputados liderada pelos democratas.

"Suas ações sem precedentes deixaram o presidente sem escolha", disse o advogado Pat Cipollone, em uma carta aos líderes democratas da Câmara. "Para cumprir seus deveres com o povo americano, a Constituição, o Poder Executivo e todos os futuros ocupantes da Presidência, o presidente Trump e seu governo não podem participar de seu inquérito partidário e inconstitucional sob essas circunstâncias."

Em resposta, a presidente da Câmara, Nancy Pelosi, falou em obstrução. "A Casa Branca deve ficar ciente de que esforços contínuos para ocultar do povo americano a verdade sobre o abuso de poder do presidente serão considerados mais uma evidência de obstrução", disse, em um comunicado.

A carta de Cipollone veio pouco depois de o governo Trump abruptamente impedir nesta terça-feira uma testemunha-chave no escândalo envolvendo a Ucrânia de prestar depoimento em um inquérito parlamentar de impeachment.

Governo americano não vai colaborar com inquérito de impeachment contra Trump

Governo americano não vai colaborar com inquérito de impeachment contra Trump

O Departamento de Estado dos EUA anunciou que o embaixador norte-americano na União Europeia, Gordon Sondland, um doador político de Trump, não teria permissão para depor no inquérito, apesar de já ter voado da Europa para isso. Trump atacou a investigação liderada pelos democratas sobre se ele abusou de seu poder em busca de ganhos políticos pessoais, classificando-a de um "circo armado".

Parlamentares democratas denunciaram a proibição e intimaram Sondland para obrigá-lo a se submeter às perguntas. O Departamento de Estado não respondeu aos pedidos de comentários sobre os motivos pelos quais Sondland foi impedido de depor aos deputados.

O inquérito de impeachment está se concentrando nas alegações de um delator segundo as quais Trump usou uma oferta de ajuda militar dos EUA para obter do presidente da Ucrânia a promessa de investigar o ex-vice-presidente Joe Biden e seu filho, Hunter.

Biden é um dos principais pré-candidatos democratas para a eleição presidencial de 2020, e seu filho integrou o conselho de uma empresa de gás ucraniana.

Sondland era uma testemunha-chave dos comitês de Relações Exteriores, Inteligência e Supervisão da Câmara, cujos membros provavelmente lhe indagariam por que ele se envolveu em assuntos com a Ucrânia, que não faz parte da UE.

 

 

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