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Ex-soldado nazista acusado de negacionismo morre aos 96 anos

Karl Münter, envolvido em um massacre na localidade de Ascq, norte da França, em abril de 1944, foi indiciado em julho por incitar o ódio racial e violar a memória dos falecidos.

 
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Karl Münter, um ex-SS que seria processado por negacionismo e atentado à memória das vítimas do Holocausto, faleceu aos 96 anos, anunciou neste domingo (22) a Justiça da Alemanha.

"Posso confirmar que faleceu", afirmou a porta-voz do Ministério Público de Hildesheim, na Baixa Saxônia, Christina Pannek. Ela disse que a morte foi natural.

"O processo em curso contra ele fica anulado", completou.

Münter, envolvido em um massacre na localidade de Ascq, norte da França, em abril de 1944, foi indiciado em julho por incitar o ódio racial e violar a memória dos falecidos.

O ex-soldado nazista afirmou no fim de 2018 ao canal público alemão que não acreditava na morte de seis milhões de judeus durante o Holocausto. "Li recentemente em algum lugar que este número é falso, não acredito em tudo isso", disse.

Ao ser questionado se lamentava o massacre de Ascq, no qual morreram 86 civis, afirmou que não participou diretamente do ataque, mas respondeu: "Não, de jeito nenhum, por que eu me arrependeria?".

"Se eu prendo as pessoas, sou responsável por elas. E se tentam fugir, tenho o direito de atirar", completou.

O julgamento aconteceria na Alemanha em função do estado de saúde do acusado.

 

 

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