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Tribunal tunisino mantém preso um dos candidatos favoritos à presidência do país

Magnata da mídia Nabil Karoui foi preso desde 23 de agosto por lavagem de dinheiro. Eleição acontece no domingo 15 .

 
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Um tribunal de apelação da Tunísia rejeitou nesta sexta-feira (13) um pedido do candidato presidencial Nabil Karoui, um dos favoritos, para ser libertado da prisão. O primeiro turno da eleição acontece no domingo (15).

A informação foi divulgada pelo advogado dele, Kamel Ben Massoud, à agência Reuters.

O magnata da mídia, preso desde 23 de agosto por lavagem de dinheiro, buscava aguardar em liberdade o julgamento do processo que responde por fraude fiscal e lavagem de dinheiro.

O empresário acusa o poder de instrumentalizar a justiça para excluí-lo da disputa. De acordo cm a Reuters, ele disse na quinta-feira em um comunicado que iniciou uma greve de fome.

Fim da campanha

A decisão do Tribunal de Cassação marca o último dia da campanha presidencial, que mobilizou 26 candidatos. A campanha não teve favoritos muito claros, em parte devido ao grande número de candidatos e à atomização de alternativas políticas.

Dos 8,9 milhões de tunisianos em idade de votar, sete milhões de tunisianos estão registrados para votar nesta que é a segunda eleição presidencial livre da história do país.

O primeiro-ministro Chahed, um liberal, afirmou na quinta-feira na rádio Mosaïque que apenas três partidos contavam, o dele, o de Nabil Karoui e o islâmico Ennahdha. "O resto não existe", disse.

Porém, outros candidatos podem aparecer no pelotão principal, como o advogado anti-islâmico Abir Moussi, o ministro centrista da Defesa Abdelkarim Zbidi ou o conservador independente Kais Saied, de acordo com a France Presse.

A luta contra o terrorismo, uma questão antes onipresente na Tunísia traumatizada pelos atentados terroristas de 2015-2016, deixou de ocupar lugar central nos debates.

As principais preocupações atuais são a crise social e econômica, o custo de vida, a inflação (7% ao ano) ou o desemprego (15%).

Para complicar ainda mais o cenário político do país, outra campanha eleitoral começa nesta sexta, a das legislativas de 6 de outubro.

O calendário inicial previa a eleição presidencial em dezembro, depois das legislativas, mas a morte do presidente Beji Caid Essebsi em julho alterou as datas. Desta forma, os tunisianos votarão em seus deputados entre os dois turnos da eleição presidencial.

A data do segundo turno será divulgada após o primeiro e acontece em um domingo antes de 25 de outubro.

Primavera Árabe

A Primavera Árabe, revolução de 2011 que se expandiu para outras nações na região, provocou a queda do ditador Zine el Abidine Ben Ali e, desde então, o país tem seguido a via democrática, com a realização de várias eleições.

Entretanto, a abstenção, que se situava em 35% em primeiro turno em 2014, foi muito forte nas últimas eleições, chegando a 65% nas eleições municipais de meados de 2018.

Desde a revolução de 2011, o país realiza eleições presidenciais por sufrágio universal. A inscrição de um total de 7 milhões foi resultado de uma enérgica campanha da instância encarregada de organizar o pleito, a ISIE, que inscreveu 1,5 milhão de novos eleitores, em particular mulheres e jovens.

A Constituição de 2014 dá destaque ao Parlamento. As prerrogativas do presidente ainda são limitadas, essencialmente, aos âmbitos da defesa e da diplomacia, mesmo que seja o garantidor da Constituição e que possa apresentar projetos de lei ao Parlamento.

 

 

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