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MPPA pede interdição de empresa que produz piscinas de fibra de vidro em Benevides

Moradores de residencial próximo à fábrica denunciaram forte cheiro de produto químico. CPC Renato Chaves produziu laudo contatando a utilização de substâncias que produzem gases nocivos ou inflamáveis pela empresa.

 
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O Ministério Público do Pará (MPPA) entrou com uma Ação Civil Pública contra uma empresa que produz piscinas de fibra de vidro em Benevides, região Metropolitana de Belém. O órgão pediu a interdição cautelar do estabelecimento devido a denúncia de moradores de um residencial próximo ao estabelecimento. Eles reclamam do cheiro forte dos produtos químicos utilizados na fabricação das mercadorias.

De acordo com o MPPA, os condôminos relataram dores de cabeças e desconfortos causados pelo cheiro proveniente da fábrica e que as atividades acabavam tarde da noite, aumentando o tempo de exposição dos moradores aos gases tóxicos.

O Centro de Perícias Científicas Renato Chaves produziu um laudo, solicitado pela Promotoria de Benevides, atestando que a empresa utilizou substâncias que produzem gases nocivos ou inflamáveis e, quando inalados, esses gases podem causar diminuição da atividade cerebral, ocasionando tontura e até inconsciência.

Para a promotora de Justiça Regiane Ozanan, o estabelecimento precisa ser interditado imediatamente para que a saúde pública não seja afetada.

"A cada dia que passa, a continuidade do funcionamento da empresa implica na piora do estado de saúde daqueles moradores, no seu desconforto respiratório, e ainda na possibilidade bem anotada pelo laudo pericial, de contraírem doenças graves", frisou a promotora.

Na Ação Civil Pública, o órgão requereu também uma multa diária de R$ 5 mil caso a interdição não seja cumprida e também uma indenização, que será definida pela Justiça, por danos materiais devido à poluição causada.

 

 

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