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Oito corpos de vítimas carbonizadas em massacre de Altamira são liberados pelo IML

No total, 62 pessoas morreram em decorrência do massacre ocorrido no presídio de Altamira, durante um confronto entre facções criminosas.

 
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A Unidade Regional do Centro de Perícias Científicas Renato Chaves (CPCRC) liberou nesta quarta-feira (12) mais oito corpos carbonizados dentro do Centro de Recuperação Regional de Altamira (CRRAlt), dos trinta corpos que foram submetidos ao exame de DNA para comparação com material genético dos familiares. No total, 62 pessoas morreram em decorrência do massacre ocorrido no presídio de Altamira, durante um confronto entre facções criminosas.

As oito vítimas foram identificadas como Clevalcio Soares Queiroz; Josué Ferreira da Silva; Edson Costa de Macedo; Sandro Alves Gonçalves; Alan Kart Gomes Rodrigues; Douglas Gonçalves Viana; Maurinei Andrade Mota; Admilson Bezerra dos Santos.

Até então, apenas 18 corpos haviam sido liberados após o exame de DNA. Agora, restam quatro corpos a serem liberados, mas os familiares precisam comparecer ao IML para fazerem a coleta de material genético. Eles foram sepultados nesta quarta (12) por determinação judicial. Em caso de serem identificados após exame de DNA, os familiares decidirão se os manterão sepultados ou se pedirão para serem exumados.

Massacre

O massacre no presídio de Altamira, sudeste do Pará, começou após um grupo de presos render um agente penitenciário que encontrou facas e estoques durante revista.

Após a rendição do agentes, integrantes do facção criminosa Comando Classe A (CCA) invadiram o anexo onde estavam detentos que pertenciam ao Comando Vermelho (CV) e os homicídios foram realizados com as armas brancas que estavam escondidas.

De acordo com a Superintendência do Sistema Penitenciário do Pará (Susipe), 41 morreram asfixiados e 16 foram decapitados. Na terça, mais um corpo foi encontrado carbonizado nos escombros do prédio.

Um relatório do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) considera o presídio de Altamira como superlotado e em péssimas condições. No dia do massacre, havia 311 custodiados, mas a capacidade máxima é de 200 internos. Segundo a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) no Pará, dos 311 presos, 145 ainda aguardavam julgamento.

Morte de detentos durante transferência

Na noite do dia 30 de julho, quatro envolvidos na briga entre facções que resultou no massacre foram mortos durante o transporte para Belém, segundo a Secretaria de Estado de Segurança Pública (Segup). Os corpos foram encontrados na manhã de quarta-feira (31) com sinais de sufocamento. A Superintendência do Sistema Penitenciário (Susipe) não deu detalhes de como as mortes ocorreram.

De acordo com a Segup, os mortos são da mesma facção (Comando Classe A) e ocupavam a mesma cela no Centro de Recuperação Regional de Altamira. Foi essa facção que atacou integrantes do Comando Vermelho, facção rival. Os outros 26 presos que estavam no veículo e que seriam levados para a capital foram colocados em isolamento e serão ouvidos pela polícia.

O caminhão tem quatro celas e a capacidade para até 40 presos –no momento dos crimes, 30 eram transportados. O Estado informou que não possui caminhão com celas individuais.

Massacre no presídio de Altamira — Foto: Arte/G1 Massacre no presídio de Altamira — Foto: Arte/G1

Massacre no presídio de Altamira — Foto: Arte/G1

 

 

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