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Representantes de palestinos e árabes dizem que plano de Netanyahu é crime internacional

Primeiro-ministro de Israel disse que vai anexar cerca de um terço da Cisjordânia.

 
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Representantes dos palestinos e de outros povos árabes condenaram a promessa feita pelo primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, na terça (10), de anexar um terço da Cisjordânia caso seja reeleito.

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Ele afirmou que a região do Vale do Rio Jordão e o norte do Mar Morto, que fazem parte dos Territórios Palestinos, serão incorporados.

Árabes e palestinos reagem à proposta de anexar territórios da Cisjordânia

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O negociador chefe dos palestino, Saeb Erekat, disse na terça (10) à noite que, se Netanyahu executar esse plano, ele vai enterrar qualquer chance de paz entre palestinos e israelenses.

Ele disse ainda que uma anexação unilateral dos territórios é um crime de guerra. Os israelenses e a comunidade internacional precisam parar essa maluquice, precisamos acabar com o conflito, e não mantê-lo por mais cem anos”, afirmou.

No Cairo, o secretário-geral da Liga Árabe, Ahmed Aboul Gheit, condenou o plano do israelense, que foi classificado como uma nova agressão por parte de Israel, uma violação da lei internacional e das regras da ONU.

Em um texto no jornal “The New York Times”, no entanto, notou-se que a reação dos países árabes não foi de ultraje.

De acordo com os analistas ouvidos pelo jornal, a promessa de Netanyahu foi vista como uma jogada desesperada de última hora nas eleições, e que, na prática, Israel já controla os territórios em questão.

Netanyahu tentará ser reeleito na próxima terça-feira (17). Será a segunda votação no país em menos de seis meses.

O primeiro-ministro está com sua força política abalada por denúncias de irregularidades. Desde o fim de 2018, Netanyahu responde por acusações de corrupção, fraude e abuso de confiança em três diferentes casos. Recentemente, a sua mulher, Sara, reconheceu ter utilizado dinheiro público irregularmente para pagar refeições de luxo.

 

 

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