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Na primeira safra comercial, bioinseticida da AgBiTech mostra eficácia no controle de Spodoptera frugiperda

 
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São Paulo (SP) – A adoção dos baculovírus no controle de lagartas do gênero Spodoptera no algodão, sobretudo da Spodoptera frugiperda, deve ser intensificada nas próximas safras. É o que afirmam produtores e pesquisadores que acompanharam à primeira safra comercial da AgBiTech no algodoeiro. Especialista em defensivos agrícolas à base de baculovírus, a empresa trouxe ao Brasil o bioinseticida Cartugen®, que em 34 áreas da pluma foi comparado ao tratamento padrão do produtor para controle da S. frugiperda.

 

Segundo a AgBiTech, no conjunto dos campos seu bioinseticida obteve 72% de resultados superiores diante de ataques da S. frugiperda às estruturas da planta de algodão: botões florais, maçãs e capulhos 

 

De acordo com o diretor da AgBiTech, Adriano Vilas Boas, os estudos da safra 2018-19 compreenderam a média de 4,5 aplicações do bioinseticida, em áreas comerciais da Bahia, de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás. Já o tratamento padrão do produtor de algodão contra a Spodoptera frugiperda se baseia somente nos inseticidas químicos.    

 

“A inserção dos baculovírus ao manejo da Spodoptera frugiperda preservou o potencial produtivo de lavouras de algodão”, afirma Vilas Boas. “Os campos auditados registraram média de 13 estruturas reprodutivas a mais por metro linear ante o manejo do produtor, um ganho equivalente a 25 arrobas (375 kg) de algodão em caroço por hectare”, revela. Ele destaca ainda que os indicadores de desempenho do bioinseticida Cartugen® medidos na safra 2018-19 receberam a aprovação da consultoria global SGS.

 

Conhecida também como lagarta-do-cartucho, a Spodoptera frugiperda causa danos a até 60% de uma lavoura de algodão, transferindo prejuízos anuais da ordem de US$ 500 milhões a produtores brasileiros da pluma.

 

“Seguradores de lagartas” - Há 16 anos na Fundação Mato Grosso (FMT), a entomologista Dr. Lucia Vivan integrou à equipe de consultores reunida pela AgBiTech, para avaliar efeitos de baculovírus sobre Spodopteras no algodoeiro. De acordo ela, que coordenou estudos na região de Alto Garças (MT), o bioinseticida Cartugen® “se encaixa adequadamente ao manejo de S. frugiperda”

 

“Na área com emprego de baculovírus houve melhor controle de S. frugiperda do que naquela tratada somente com químicos, além de proteção da estrutura das maçãs do algodão”, assinala Lucia. “Baculovírus são uma opção. O produtor deve aplicá-los com nova mentalidade, enxergando uma boa alternativa de longo prazo para ter melhor resultado de controle.”

 

Geraldo Papa_professor doutor da Unesp Ilha Solteira - SP

 

Também cientista colaborador da AgBiTech, o professor-doutor da Unesp de Ilha Solteira (SP), Geraldo Papa, relata que nas pesquisas que acompanhou no Mato Grosso, e na região da paulista Votuporanga, o controle biológico com baculovírus funcionou como “segurador de populações de pragas”. “A entrada dos baculovírus ajudou muito na proteção das maças do algodão. Quando se associa baculovírus ao inseticida químico, há bom controle da Spodoptera frugiperda”, reforça Papa.

 

O professor e pesquisador Marco Tamai, da Universidade do Estado da Bahia, campus de Barreiras, salienta igualmente o bom resultado da inserção de vírus ao manejo químico da Spodoptera frugiperda. “A safra 2018-2019 teve uma das maiores infestações de Spodopteras que vi. Houve áreas quase cem por cento infestadas. O vírus potencializou o resultado dos químicos e isso não foi coincidência, porque já acontece há três safras consecutivas”, resume Tamai.  

 

Vilas-Boas, da AgBiTech, afirma que em 71% das áreas monitoradas o produto Cartugen® trouxe resultados superiores aos do tratamento padrão na retenção de maçãs e plumas, na 1ª e na 2ª posição dos ramos. “Em relação às estruturas reprodutivas totais, o produto entregou resultados superiores em 74% dos casos.”

 

O diretor da AgBiTech estima que na safra de verão 2019-20 a empresa chegará à marca de 2 milhões de hectares tratados com seus baculovírus, em soja, algodão, feijão, tomate e demais ‘culturas de cobertura’. “O planejamento prevê lançamentos de produtos e a ampliação da capacidade da fábrica no Texas (EUA), para suprir à demanda crescente do Brasil.”

 

A tendência de crescimento do mercado de defensivos biológicos no Brasil foi detectada no último estudo BIP – Business Inteligence Panel, da consultoria Spark Inteligência Estratégica. O levantamento apontou que somente na sojicultura esses produtos movimentaram US$ 100 milhões na safra 2018-19, com alta de 45%. A área tratada com biológicos na soja também cresceu para 7,8 milhões de hectares, uma elevação de 152%.

 

A AgBiTech nasceu na Austrália, no ano 2000. A companhia atuou exclusivamente naquele país até atrair investimentos do fundo americano de Private Equity Paine Schwartz Partners (PAS), em 2015, quando transferiu sua sede para os Estados Unidos e lá ergueu a principal unidade produtiva de baculovírus do mundo. O PAS conta hoje com quase US$ 2 bilhões aplicados em 42 empreendimentos, a maior parte destes ligada ao agronegócio global.

 

 

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