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Mulher de militar que viajou com 39 quilos de cocaína pesquisou sobre '''sonhar com pessoa presa''' antes de ele ser flagrado

Detalhe da investigação foi obtido pelo Fantástico. Não me deixa bolado , disse militar ao saber que a mulher teve sonho que não foi legal . Sargento foi preso na Espanha ao levar droga em voo da comitiva presidencial brasileira.

 
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A mulher do sargento da Aeronáutica preso com 39 kg de cocaína na Espanha, em junho, pesquisou em uma ferramenta de busca o termo "sonhar com pessoa presa" cinco dias antes da detenção.

Detalhes da investigação obtidos pelo Fantástico revelam que a esposa de Manoel Silva Rodrigues chegou a avisá-lo de que havia sonhado com o militar em 20 de junho – cinco dias antes da prisão em Sevilha.

"Tive um sonho com vc [...] Cedo e não foi legal [sic]", escreveu ao marido.

Rodrigues, em seguida, respondeu:

"Me deixa bolado não. Sobre aquele assunto??? [sic]", perguntou.

Em seguida, a mulher confirma, mas não detalha o conteúdo do sonho. Porém, a quebra de sigilo telefônico da mulher mostra que, no mesmo dia, ela buscou na internet o termo "sonhar com pessoa presa".

O G1 tentou contato com o advogado da mulher do militar, mas não obteve resposta até a publicação desta reportagem.

O sargento Manoel Silva Rodrigues foi preso em Sevilha em 25 de junho com 39 kg de cocaína na bagagem. Ele estava em um dos aviões da comitiva que levava o presidente Jair Bolsonaro ao encontro do G20 no Japão – o presidente viajou em outra aeronave. A Aeronáutica e as autoridades espanholas instauraram inquérito para investigar o caso.

'Acho que me ferrei'

No dia da viagem, às 21h43 de 24 de junho (de Brasília), o sargento Silva Rodrigues enviou à esposa as últimas mensagens antes de decolar. Pouco mais de 11h depois, o militar disse a ela:

"Amor não me manda mais msg. Acho q me ferrei [sic]".

De acordo com o inquérito da Aeronáutica obtido pela TV Globo, o sargento somente precisou submeter a bagagem a um raio-x em Sevilha. Na Base Aérea de Brasília, houve apenas pesagem das malas – e Silva Rodrigues sequer passou por esse procedimento.

Na Espanha, o raio-x detectou presença de material orgânico na bagagem do militar. Questionado, o sargento voltou a afirmar que levava queijo a uma prima que morava na Espanha.

Quando as autoridades espanholas detectaram a presença de cocaína, Silva Rodrigues ficou em choque e não disse mais nada no local. Apenas depois, já à Justiça, o militar brasileiro afirmou que não sabia que havia cocaína na bagagem.

A TV Globo apurou que Silva Rodrigues fez ao menos 30 viagens nacionais e internacionais pela Força Aérea Brasileira nos últimos cinco anos e transportou, além de Bolsonaro, os ex-presidentes Michel Temer e Dilma Rousseff.

Neste ano, o sargento esteve duas vezes na Espanha, em Las Palmas e em Madrid. De acordo com militares que viajaram com eles, não houve nessas ocasiões controle de raio-x no desembarque nos aeroportos espanhóis.

O incidente levou a comitiva a transferir a escala do avião de Bolsonaro, que chegaria depois, de Sevilha a Lisboa.

Exclusivo: Fantástico revela detalhes do caso do militar preso com 39 kg de cocaína

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