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Teerã nega ter dado garantias sobre destino de petroleiro em Gibraltar

Navio tinha sido liberado com a justificativa de que Irã havia garantido que o destino não era a Síria.

 
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O Irã negou nesta sexta-feira (16) ter dado garantias sobre o destino de seu petroleiro que estava retido em Gibraltar. Na quinta (15), o chefe de governo de Gibraltar, Fabian Picardo, disse que recebeu uma promessa por escrito de Teerã de que não transportará o petróleo para a Síria - e, por isso, a embarcação estava sendo liberada.

O porta-voz da diplomacia iraniana, Abbas Musavi, afirmou, porém, que o país não fez esta promessa.

"O Irã não deu nenhuma garantia de que o 'Grace 1' não seguirá para a Síria", declarou ao canal público IRIB. "O destino do petroleiro não era a Síria e, mesmo se fosse o caso, não é da conta de ninguém", disse.

"Nosso petroleiro ilegalmente apreendido foi liberado. Esta vitória, obtida sem fazer concessões, é o resultado de uma #diplomacia_poderosa e de uma vontade forte de lutar pelos direitos da nação", tuitou o porta-voz do governo, Ali Rabiei.

Pouco depois dessas declarações, o porta-voz do governo de Gibraltar "confirmou que a República Islâmica do Irã se comprometeu" a não enviar seus barris de petróleo para a Síria.

Mudança de nome e de bandeira

Retido até quinta-feira (15) em Gibraltar, o cargueiro zarpará rumo ao Mediterrâneo depois de mudar de bandeira, informou o governo do Irã nesta sexta (16).

O "Grace 1" navegará com bandeira iraniana, em vez da panamenha anterior, afirmou o vice-diretor de Portos Iranianos e da Organização Marítima, Khalil Eslami.

"De acordo com o pedido de seu proprietário, o 'Grace 1' zarpará rumo ao Mar Mediterrâneo depois de mudar de pavilhão pelo da República Islâmica do Irã e de ter sido rebatizado como 'Adrian Darya' para a viagem", explicou Eslami.

"O navio era de origem russa e transportava dois milhões de barris de petróleo iraniano", afirmou o dirigente iraniano, sem revelar o destino final da embarcação.

O "Grace 1", que transporta 2,1 milhões de barris de petróleo, foi interceptado em 4 de julho pela polícia de Gibraltar e por forças especiais britânicas. O episódio provocou uma crise diplomática entre Teerã e Londres.

As autoridades de Gibraltar, território britânico, informaram em julho passado que suspeitavam de que o "Grace 1" poderia transportar os barris para a Síria, o que violaria o embargo da União Europeia para este país. A acusação foi rejeitada pelo Irã.

 

 

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