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Mabel junta pop dançante e soul sofrido em 1º álbum: '''Gosto de dançar, mas também de chorar'''

Cantora britânica fala ao G1 sobre disco de estreia, com músicas empoderadas e letra sobre ansiedade: Não importa se a gente é famoso ou não, temos esses problemas .

 
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Lançado neste mês, o álbum de estreia de Mabel vem sendo preparado há pelo menos quatro anos. Mas muita coisa mudou desde que a cantora lançou seus primeiros singles, com um lado mais soul romântico e sofredor.

Agora, ela se apoia em singles pop dançantes, como a empoderada "Don't Call Me Up" (110 milhões de views no YouTube e versos no estilo "Beijo, não me liga"). E deu uma repaginada no visual: foi de hippie tranquila a diva dos mil looks.

Filha da cantora Neneh Cherry e do produtor Cameron McVey (Massive Attack, Portishead), a cantora de 23 anos fala ao G1 sobre a estreia. E garante que a garota com menos maquiagem e ainda menos adereços ainda vive dentro dela:

"São lados diferentes que sempre tive. Às vezes gosto de dançar, mas também gosto de chorar."

Na entrevista abaixo, Mabel comenta sua música preferida do álbum "High Expectations" ("um hino sobre a ansiedade").

A cantora que se diz britânica, mas nasceu na Espanha, também explica a importância de falar de saúde mental com os fãs. "As pessoas vivem muito sozinhas e isso pode ser perigoso às vezes."

G1 - Vi um vídeo muito fofo com você no Instagram em uma loja de discos comprando seus próprios álbuns. Você parecia muito animada... Como está sendo este momento?

Mabel - É um momento incrível mesmo pra mim, porque é algo que eu quis fazer desde que era criança. Sempre quis criar minhas músicas e dividi-las com o mundo inteiro... Então, é claro que eu vejo os cartazes, vejo o álbum nas lojas e fico bem empolgada.

G1 - O que você aprendeu com seu pai e o que você aprendeu com sua mãe, se você pudesse citar só uma lição sobre música?

Mabel - Os meus pais são do mundo da música, então desde muito nova eles me apresentaram artistas que foram uma forte influência. Além disso, o maior conselho dos dois sempre foi "seja você mesma". Por eles, tento ser uma pessoa única, nunca deixar de ser eu mesma nas minhas músicas.

G1 - Ainda falando de família, como foi trabalhar com seu irmão [o produtor Marlon Roudette]?

Mabel - Quando estou trabalhando junto com meu irmão, é incrível, mas é quase a mesma coisa de trabalhar com os outros produtores, porque ele é muito profissional. Mas também é ótimo ter alguém no estúdio que me conhece melhor do que qualquer outra pessoa.

G1 - No começo da carreira, você lançou músicas como ‘Know me better’ e ‘Thinking about you’. Você concorda que elas têm um estilos diferentes de seus novos singles, que houve uma certa mudança? Elas são menos pop, menos dançantes...

Mabel - Eu não vejo isso exatamente como uma mudança. Se você ouvir o meu álbum, você com certeza vai encontrar alguns momentos mais R&B também. Não entendo quando falam, após eu ter lançado "Mad Love", por exemplo: "Ué, ela mudou demais, ein? Não é mais a mesma."

"Eu estou mostrando lados diferentes, tem aquele mesmo R&B no meu álbum, mas também tenho um lado pop. Todo artista é assim, eu acho. Não tem a ver com mudar, tem mais a ver com evoluir."

G1 - Eu ouvi o álbum e entendo o que está falando...

Mabel - Sim, são lados diferentes que sempre tive. Às vezes gosto de dançar, mas também gosto de chorar. [Risos]

G1 - Entendo, também sou assim. Na verdade, acho que todo mundo é. [Risos]

Mabel - [Risos] Sim, concordo.

G1 - Você chamou sua música ‘OK’ de um ‘hino de ansiedade’, além de ser sua preferida. Cantores como você, Camila Cabello, Shawn Mendes e Ariana Grande estão cantando cada vez mais sobre saúde mental... Por que isso está acontecendo com a música pop?

Mabel - É natural, porque é um tema que está cada vez mais visível. Os artistas estão cada vez se importando menos em falar de sua própria saúde mental. Nas letras, você tem que falar sobre o que está acontecendo com as pessoas.

Não importa se a gente é famoso ou não, temos esses problemas e somos honestos sobre eles. E é importante que cantem as letras e vejam nossas entrevistas sobre isso. Temos que normalizar esses sentimentos, sermos uma voz falando de saúde mental. As pessoas são muito sozinhas e isso pode ser perigoso às vezes.

A cantora Mabel — Foto: Divulgação/Universal A cantora Mabel — Foto: Divulgação/Universal

A cantora Mabel — Foto: Divulgação/Universal

G1 - E seus fãs tentam falar com você, tentam falar dos problemas deles para você nas redes sociais? Como ver tantas mensagens de gente que se identifica com letras como essas, mas sabendo que é claro que não dá para ajudar todo mundo?

Mabel - Eu tento dar o máximo de abertura, mas eu sinto que não posso ajudar tanto assim também. Eu meio que penso e falo: "Ok, eu estou aqui, eu só apenas uma pessoa e lido com as mesmas coisas que você". Eu estou tentando abrir um diálogo com as minhas músicas.

G1 - Você vai fazer uma turnê com o Khalid. Quais são suas expectativas?

Mabel - Eu estou bem animada com isso, porque eu sou fã demais dele, adora as músicas. Eu amo estar em turnê, gosto da sensação de um show após o outro. É algo que curto mesmo.

G1 - Você é embaixadora de uma marca de fones de ouvido. Como você vê artistas fazendo parcerias com marcas, com anúncios em redes sociais e videoclipes? Existe limite ou é apenas parte do mercado, especialmente com a queda nas vendas de discos?

Mabel - Eu só faço parcerias com produtos que eu acredito. Só faço posts patrocinados de coisas que eu realmente gostei, que eu uso. Por que não fazer isso, se é uma parte do mercado da música hoje? É mais uma coisa que preciso lidar, além da música, como a parte visual da minha carreira ou as redes sociais. É só estou tentando mandar minha mensagem como uma artista do maior número de formas possíveis.

G1 - Alguns fãs reclamaram do atraso do disco, que demorou um pouco mais do que o previsto para sair. Como isso te afetou?

Mabel - Foram só alguns meses de atraso... Eles já tinham esperado tanto, então expliquei que era melhor atrasar um pouquinho mais para que ficasse exatamente do jeito que eu queria. Não teve uma repercussão negativa tão grande. O que importa é que finalmente foi lançado.

Mabel, cantora nascida na Espanha — Foto: Divulgação/Warner Mabel, cantora nascida na Espanha — Foto: Divulgação/Warner

Mabel, cantora nascida na Espanha — Foto: Divulgação/Warner

 

 

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