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Macri conversa com oponente que lidera corrida presidencial

Alberto Fernández, o favorito nas corrida presidencial, disse que se compromete a tentar acalmar os mercados.

 
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Mauricio Macri, o presidente da Argentina que tenta a reeleição, foi a uma rede social para relatar como foi sua conversa com Alberto Fernández, o político kirchnerista que lidera a corrida para a Casa Rosada.

Fernández se comprometeu a colaborar no que for possível para que o processo eleitoral afete o mínimo possível a economia, de acordo com Macri.

“Ele se mostrou com a vocação de tentar levar tranquilidade aos mercados a respeito dos riscos de uma eventual alternância de poder e ficamos de manter uma linha aberta entre os dois”, escreveu.

O líder da oposição confirmou que a conversa aconteceu. "Não concordo com o presidente em muitos pontos, talvez o único, agora, é que essa realidade não siga penalizando os argentinos", afirmou. Será preciso tranquilizar o país até o dia 10 de dezembro, quando há a transição, de acordo com ele.

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Nenhuma das propostas que os kirchneristas apresentaram fala de risco de calote ou não pagamento de dívida, disse o candidato. "[Espero] que todos que vociferaram que nós somos a Venezuela voltem atrás, porque eles foram os que geraram esse caos no mercado internacional", completou.

Segundo a mídia argentina, a iniciativa para o diálogo partiu de Macri.

Alberto Fernández deu aula na Faculdade de Direito da Universidade de Buenos Aires, onde ele é professor, na manhã desta quarta (14), de acordo com o "Clarín". Ao sair, viu a mensagem do presidente da Argentina, que pedia para conversar com ele.

Medidas econômicas de última hora

Mais cedo, o presidente Macri havia anunciado uma série de medidas econômicas. Entre elas, estão:

  • Elevação do salário mínimo
  • Congelamento de preço de combustíveis
  • Aumento do valor das bolsas a estudantes e aos beneficiários de um programa parecido com o Bolsa Família
  • Redução de impostos para famílias de renda baixa
  • Mais prazo para que as pequenas e médias empresas quitem seus impostos

Presidente argentino Mauricio Macri durante entrevista coletiva em Buenos Aires, nesta segunda-feira (12) — Foto: Natacha Pisarenko/AP Presidente argentino Mauricio Macri durante entrevista coletiva em Buenos Aires, nesta segunda-feira (12) — Foto: Natacha Pisarenko/AP

Presidente argentino Mauricio Macri durante entrevista coletiva em Buenos Aires, nesta segunda-feira (12) — Foto: Natacha Pisarenko/AP

O peso, a moeda argentina, perde valor desde segunda (12), quando ficou claro o favoritismo de Fernández (leia mais abaixo).

Na segunda-feira (12), o peso caiu 15,27% –na terça, mais 4,29%. O banco central vendeu US$ 255 milhões para defender o câmbio. A taxa de juros de referência foi elevada a 75%

Em um pronunciamento na segunda (12), Macri disse que a deterioração dos índices econômicos é consequência da falta de confiança dos agentes de mercado em Alberto Fernández.

Eleições primárias

Fernández é o cabeça de chapa escolhido pela ex-presidente Cristina Kirchner, que é a candidata a vice-presidência.

No último domingo (11), houve votação nas eleições primárias na Argentina. As pesquisas indicavam que a coligação dos kirchneristas teria uma vitória por uma margem apertada. No entanto, Alberto Fernández teve 47,66% dos votos, e Macri 32,08%.

Pelas regras eleitorais do país, um candidato que tem 45% dos votos no primeiro turno já está eleito.

 

 

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